UEFA, AFC e Concacaf publicaram nota conjunta contra o projeto de Gianni Infantino e expressaram insatisfação com a atual gestão. As confederações lembram que o crescimento do futebol decorre de esforço coletivo.
Três das principais confederações de futebol do mundo publicaram uma nota conjunta em que criticam a Fifa, intensificando a tensão entre as entidades. A UEFA (Europa), AFC (Ásia) e Concacaf (América do Norte, Central e Caribe) assinam o comunicado que aborda a polêmica em torno do projeto do presidente da Fifa, Gianni Infantino.
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No texto, os líderes das confederações ressaltam que o crescimento do futebol nas últimas décadas foi fruto do esforço coletivo, e não de um único indivíduo. Essa declaração ocorre em um cenário de crescente insatisfação com a atual administração da Fifa.
A Fifa, por sua vez, divulgou um comunicado oficial na última quarta-feira, logo após uma reunião de Infantino com altos funcionários em Rabat, no Marrocos. Na nota, a entidade reafirmou o apoio ao presidente e indicou que não tolerará ataques à sua integridade, prometendo proteger seu nome e reputação.
A crise se intensificou após Infantino anunciar a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária com a intenção de vender ações a investidores privados. A proposta gerou forte resistência, especialmente da UEFA, que chegou a ameaçar boicotar competições da Fifa. A Concacaf e a AFC também se manifestaram contra a ideia.
Após a pressão, Infantino decidiu desistir do plano de criação da FFE, um movimento que foi visto como um sinal de fraqueza em sua liderança. A UEFA, que já havia se posicionado contra, agora defende publicamente uma mudança na presidência da Fifa, aumentando a pressão sobre o dirigente suíço.
A situação atual abre espaço para uma potencial candidatura rival à presidência da Fifa, com nomes como o canadense Victor Montagliani, presidente da Concacaf, sendo cogitados como possíveis adversários. A oposição, que antes parecia improvável, ganha força com a insatisfação crescente entre as confederações.
Enquanto isso, o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, continua a apoiar Infantino, contando com ele para implementar a proposta de ampliar a Copa do Mundo de 2030. No entanto, essa ideia também enfrenta resistência, especialmente na Europa, onde a crítica à gestão de Infantino se intensifica.
Infantino, que anunciou sua intenção de buscar a reeleição no próximo ano, enfrenta um dos momentos mais desafiadores desde que assumiu a presidência da Fifa. Se a pressão continuar a crescer, a possibilidade de uma reunião de emergência para discutir sua permanência no cargo poderá ser uma realidade.



