No dia 21 de julho de 2026, relembramos a trajetória do ex-volante Toninho Cerezo, um atleta que se destacou no futebol brasileiro e internacional, evoluindo ao longo de sua carreira e corrigindo suas deficiências técnicas.
A história de Cerezo começou no Atlético Mineiro, onde se destacou como um jogador promissor, mas que ainda apresentava características que precisavam ser aprimoradas. Sua jornada o levou ao futebol italiano, à Seleção Brasileira e, por fim, à conquista do título mundial pelo São Paulo.
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O radialista Ariovaldo Izac destaca que, nas décadas passadas, os médios volantes eram, muitas vezes, jogadores que se limitavam à marcação. É preciso saber passar bem a bola e, ocasionalmente, marcar gols. Essa realidade foi vivenciada por outros ícones como Zito, Dino Sani e Lima, e persistiu com Cerezo nos anos 70.
Ele foi um exemplo de profissionalismo, reconhecendo suas limitações e buscando corrigi-las ao longo de sua carreira. Essa dedicação culminou na conquista do bicampeonato mundial de clubes pelo São Paulo, em uma memorável vitória sobre a Roma, no Japão, em 1993, onde Cerezo marcou um dos gols da partida, que terminou em 3 a 2.
Naquela noite, o São Paulo, sob o comando do técnico Telê Santana, entrou em campo com Zetti; Cafu, Valber, Ronaldão e André Luiz; Toninho Cerezo, Dinho, Leonardo e Doriva; Palhinha (Juninho) e Muller.
Cerezo também teve uma passagem pelo Nacional de Manaus em 1972, após ser emprestado pelo Atlético Mineiro. Sua adaptação ao calor da região Norte foi rápida, mas a volta ao clube mineiro gerou opiniões divergentes sobre seu potencial. Enquanto alguns o viam como um “peladeiro”, outros acreditavam que ele tinha futuro no esporte.
Em 1983, Cerezo se transferiu para a Roma, onde contribuiu para a história da Sampdoria, conquistando o único Scudetto da equipe na temporada 1990/1991. Após seu retorno ao Brasil, Cerezo ainda passou por clubes como Etti/Jundiaí e Cruzeiro, encerrando sua carreira vitoriosa.
Além de seus títulos em clubes, Cerezo foi um atleta importante na Seleção Brasileira, participando da Copa do Mundo de 1982, onde sua falha na partida contra a Itália resultou na eliminação da equipe. Após encerrar sua carreira, ele tentou a carreira como treinador, mas não obteve o mesmo sucesso que teve como jogador.




