Um policial militar que atuava como delegado em uma partida do Campeonato Potiguar de Futsal foi preso no dia 18 de julho de 2026. O incidente ocorreu durante um jogo entre Apodi Futsal e Macaíba, realizado no ginásio Vilson Custódio, em Apodi, quando o delegado sacou uma arma em meio a uma confusão.
De acordo com informações da Polícia Militar, o policial estava portando uma arma de fogo de uso restrito sem a devida regularização legal. O Apodi Futsal alegou que a arma foi direcionada contra o treinador Guilherme Verfe.
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Após o ocorrido, o policial foi levado à 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Pau dos Ferros, onde foi autuado em flagrante pelo crime de porte ilegal de arma. Ele foi posteriormente detido no 2º Batalhão de Polícia Militar em Mossoró, aguardando audiência de custódia.
O comandante-geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, Coronel Alarico Azevdo, anunciou a abertura de um procedimento administrativo disciplinar e o afastamento do policial de suas funções. A PM reforçou seu compromisso com a transparência e a ordem pública, afirmando que não tolera desvios de conduta entre seus membros.
Em nota, o Apodi Futsal repudiou o episódio, classificando-o como grave e incompatível com o ambiente esportivo. O clube anunciou que tomará medidas judiciais e administrativas para responsabilizar os envolvidos. “Entendemos que episódios dessa natureza não podem se repetir, sob nenhuma hipótese, dentro de quadras ou em qualquer ambiente esportivo”, destacou a diretoria do Apodi.
A Federação Norte-Riograndense de Futsal (FNFS) também se manifestou, reconhecendo a gravidade da situação e afirmando que irá apurar os fatos. A FNFS reafirmou seu compromisso com a segurança dos participantes e com a integridade das competições, prometendo não compactuar com comportamentos que possam comprometer a credibilidade da modalidade.
Diante da seriedade do ocorrido, tanto o Apodi Futsal quanto a FNFS pediram desculpas a todos os envolvidos, incluindo atletas, comissões técnicas e torcedores, e comprometeram-se a trabalhar para que situações semelhantes não voltem a acontecer.



