O Tribunal de Justiça Desportiva de Sergipe (TJD/SE) determinou, em decisão liminar proferida nesta terça-feira, 10 de março, a suspensão cautelar de três integrantes do América Futebol Clube (América de Propriá). Foram afastados por 30 dias o presidente Jorge Júnior, o dirigente Leonardo, conhecido como Léo, e o técnico Carlinhos Propriá.
A medida foi solicitada pela Procuradoria do TJD/SE após os incidentes ocorridos no domingo, 8 de março, logo após a partida que definiu o terceiro e o quarto lugares do Campeonato Sergipano Série A1 de 2026, entre Itabaiana e América de Propriá. Segundo a Procuradoria, o término do jogo foi marcado por agressões físicas, ameaças e ataques à integridade institucional, configurando “grave ameaça à ordem, disciplina e integridade do desporto”.
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Amparada no artigo 35 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), a decisão assinada pelo presidente do TJD/SE, Valteno Alves, impõe aos três suspensos as seguintes restrições durante o período de 30 dias:
- Proibição de representar o América de Propriá junto à Federação Sergipana de Futebol, ao próprio TJD/SE e a demais entidades do esporte, incluindo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF);
- Vedação de acesso a estádios e áreas restritas (vestiários, campo de jogo e tribunas de honra) em partidas organizadas pela Federação Sergipana de Futebol;
- Impossibilidade de entrar nas dependências da Federação Sergipana de Futebol e do TJD/SE, salvo para apresentação de defesa ou acompanhamento de julgamento relativo aos próprios envolvidos.
O TJD/SE também intimou o América de Propriá a indicar, no prazo de 72 horas, quem responderá oficialmente pelo clube diante da Federação Sergipana de Futebol e do tribunal enquanto perdurar a suspensão de seu presidente.
A interrupção das atividades dos três profissionais contará para eventual pena definitiva, conforme prevê o §1º do artigo 35 do CBJD.
