MP de Sergipe cobra punições por ataques a árbitras em jogo entre Itabaiana e América de Propriá

MP de Sergipe cobra punições por ataques a árbitras em jogo entre Itabaiana e América de Propriá

Danilo Cardoso

O Ministério Público de Sergipe (MPSE) reuniu-se na quinta-feira, 19, com dirigentes da Federação Sergipana de Futebol (FSF), da Comissão Estadual de Arbitragem de Futebol de Sergipe (CEAF/SE) e integrantes da equipe de arbitragem feminina ofendida durante a partida Itabaiana x América de Propriá.

O encontro, conduzido pelo procurador de Justiça Deijaniro Jonas Filho e pela promotora de Justiça Verônica Lazar, diretora do Centro de Apoio Operacional dos Direitos da Mulher, buscou acolher as profissionais e cobrar providências sobre as agressões verbais proferidas por membros da comissão técnica do América de Propriá em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, quando o quarteto de arbitragem em campo era composto apenas por mulheres.

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Durante a audiência, o MPSE solicitou formalmente à FSF e à CEAF informações detalhadas sobre as medidas administrativas e disciplinares já adotadas. A promotora Verônica Lazar reforçou que o órgão “repudia qualquer ato de violência de gênero no esporte” e garantiu acompanhamento próximo do caso para assegurar respostas efetivas.

Participantes

Estiveram presentes o diretor de Competições da FSF, Gleyson Prado; o presidente da CEAF, Emerson Fontes; e as árbitras Vanessa Santos Azevedo, Amanda Santos Oliveira, Fernanda Francielen de Lima e Tamires Prata Bragança, que atuaram no jogo.

Emerson Fontes classificou o episódio como “inominável” e destacou a importância do apoio institucional para garantir espaço às mulheres na arbitragem. Já Tamires Prata Bragança relatou o abalo emocional causado pelos xingamentos: “Em um dia simbólico como o Dia da Mulher, fomos ofendidas com palavras de baixo calão. Esperamos que as providências sejam tomadas”, disse.

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O MPSE informou que seguirá monitorando a tramitação do caso na Justiça Desportiva e em outras esferas competentes, a fim de evitar novos episódios de misoginia e assegurar condições de trabalho seguras para as profissionais.

 

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