O Botafogo pode anunciar a segunda passagem de Tiquinho enquanto pesquisa com 25 jornalistas aponta maioria que o vê como ídolo (16 a 9). Ele chegou em agosto de 2022, foi artilheiro em 2023 com 29 gols e integrou as campanhas vitoriosas na Libertadores e no Brasileirão.
Tiquinho Soares está em vias de ser anunciado como reforço do Botafogo para a segunda passagem pelo clube. A indefinição sobre o status do atacante entre os torcedores motivou consulta a 25 jornalistas: 16 afirmaram que sim, Tiquinho é ídolo do clube, e nove disseram que não. O levantamento traz relatos sobre a identificação com a torcida e avaliações sobre o papel dele nas campanhas recentes.
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O histórico de Tiquinho no Botafogo está registrado: chegou em agosto de 2022, foi o artilheiro do clube na temporada seguinte com 29 gols e integrou o elenco campeão da Libertadores e do Brasileirão em 2024. O atacante se despediu no início de 2025 com um total de 120 jogos e 44 gols marcados. Atualmente, ele está próximo de acertar o retorno ao clube.
As opiniões dos jornalistas consultados apontam para interpretações distintas sobre o que define um ídolo: conexão com a torcida, consistência de desempenho e papel em momentos decisivos aparecem como critérios recorrentes. Algumas respostas destacam a empatia com públicos mais jovens e a presença simbólica em partidas importantes; outras ponderam que episódios de queda de rendimento e tempo de alto nível insuficiente podem limitar a consagração definitiva como ídolo.
Votos dos jornalistas
- PC Vasconcellos, Globo — SIM
A conexão que ele criou com a faixa mais jovem dos torcedores, que entoaram música e imitaram suas comemorações, o coloca na galeria dos ídolos. Houve um período que o torcedor saía de casa para ver o Tiquinho jogar e até treinar, como naquele sábado que antecedeu o jogo com o Goiás.
- Thiago Franklim, Arena Alvinegra — NÃO
Vejo o Tiquinho como um jogador importante na era SAF. Talvez tenha sido o primeiro atleta desse período a criar uma forte identificação com o torcedor. Em 2023, poderia ter alcançado um degrau enorme no clube, mas acabou se tornando um dos símbolos negativos daquela temporada. Já em 2024, teve um papel de coadjuvante nas conquistas. Não considero o Tiquinho um ídolo, mas reconheço sua importância na história recente do Botafogo.
- Luiza Romar, CazéTV — SIM
Acho que pelo personagem, sabe? Trouxe criança de volta. Vendeu boneco, camisa, caneca. O maior barulho da história do Nilton Santos foi com ele, contra o Palmeiras. A atmosfera com ele era diferente, e ele nunca escondeu o amor pelo clube. Só existiu 2024 porque vivemos 2023, 2022 com ele.
Você pode gostarPatrocinado · MGID - Rafael Casé — SIM
O conceito de ídolo é complexo, mas a empatia dele com a torcida, principalmente com as crianças o torna diferenciado. Com uma boa volta e quem sabe uma permanência maior, possa ser considerado sim. Está difícil ter ídolo hoje em dia… São muitos pré-requisitos… acho que tem que ter uma história por trás, mais do que conquistas, vide Jefferson.
- Andrei Graça, BTB Sports — NÃO
Eu, particularmente, não considero o Tiquinho ídolo do Botafogo. Acho que ele foi muito importante no processo de reconstrução do clube, principalmente em 2023, quando teve um período excelente, mas vejo isso mais como uma passagem marcante do que uma trajetória de ídolo. Em 2024, caiu bastante de produção e acabou perdendo espaço para o Igor Jesus. Acho que faltou mais tempo de alto nível. Mas sem dúvida é um jogador muito querido pela torcida e que marcou uma geração que voltou a acreditar no Botafogo.
- Leonardo Bessa, Lance — SIM
Acho que Tiquinho Soares foi peça muito importante para a reaproximação da torcida após um período muito nebuloso do Botafogo. Criou rápida identificação, caiu nas graças principalmente dos mais jovens e liderou um Botafogo que, apesar do que aconteceu em 2023, tinha seu DNA no ano seguinte. Tiquinho foi um dos casos legais de “casamento” perfeito entre clube e jogador.
O resultado da votação entre os profissionais revela a divisão sobre a consagração do atacante: a maioria o considera ídolo por causa da identificação e dos feitos, mas parcela significativa enxerga a trajetória como marcante sem, necessariamente, traduzi-la em idolatria absoluta. Com a possibilidade de retorno ao elenco, a discussão sobre o lugar de Tiquinho na história recente do clube tende a ganhar novo capítulo caso o acerto se confirme.


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