Pedro Bubista celebrou a estreia de Cabo Verde em Mundiais e destacou que organização e garra superam limitações financeiras. Para o treinador, países pequenos também podem competir com as grandes seleções do mundo.
O técnico Pedro Bubista celebrou a atuação de Cabo Verde na Copa do Mundo, ressaltando que a seleção, estreante em Mundiais, demonstrou que países pequenos e com recursos limitados podem competir com seleções de maior tradição e investimento. O treinador afirmou que a resiliência e a organização foram fundamentais para que a equipe mostrasse seu valor em campo.
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“Estamos demonstrando que um país pode ser pequeno, pode ter dificuldades financeiras, mas se tiver resiliência, capacidade de sofrimento e trabalhar com organização, também consegue brigar contra grandes seleções, que têm outro nível de jogadores e condições financeiras. Se pode conseguir as coisas, mesmo com muitas dificuldades financeiras ou outro tipo de dificuldades, desde que tenha um sonho e corra atrás do sonho”, declarou Bubista.
O técnico foi questionado sobre a possibilidade de Cabo Verde conquistar uma vaga para a próxima fase, especialmente após o empate histórico contra uma seleção forte. Ele destacou que, apesar de enfrentar a África do Sul, última colocada do grupo, a competição ainda é acirrada. “A Arábia também tem possibilidade de classificação, mesmo jogando contra Espanha e Uruguai, não vejo vantagem. Pelo contrário, temos que ter o respeito necessário. Estamos aqui para mostrar o nosso país no mundo, não só em termos de futebol, mas também da nossa cultura, nossa música e nossos torcedores. Queremos que, em todo lugar e todo mundo, conheçam Cabo Verde pelo que somos. Nossa equipe é a identidade do nosso povo”, afirmou.
Bubista também relembrou seu tempo em Belo Horizonte, onde fez parte do projeto de construção do estádio do Cruzeiro. O treinador expressou seu carinho pela capital mineira, onde recebeu um bom tratamento. “Faz parte da minha vida esportiva. Tenho que mandar um abraço à equipe, a todas as pessoas de Belo Horizonte. Me trataram super bem em Belo Horizonte. Mais do que resultado, ter organização, fazer um jogo limpo, ter fair play. Pode ser um país pequeno, mas com vontade de lutar, na maioria das vezes, você consegue”, completou.



