A Espanha venceu a França por 2 a 0 nesta terça-feira, 14, garantindo sua vaga na final da Copa do Mundo. Este triunfo marca a terceira vitória consecutiva dos espanhóis sobre os franceses em semifinais, incluindo os últimos dois anos na Eurocopa e na Liga das Nações. Contudo, o técnico Luis de la Fuente recordou uma derrota marcante contra a França, ocorrida em 2013, quando comandava a seleção sub-19 na Copa Europeia da categoria.
Após o confronto, De la Fuente demonstrou sua emoção ao abraçar Rodri, Unai Simón e Mikel Merino, os únicos remanescentes da geração que conquistou o Europeu sub-19 em 2015. Ele declarou: “Hoje vivemos um momento muito emocionante, por estarmos onde estamos e podermos aproveitar o que estamos aproveitando com esta geração de jogadores. Tivemos um abraço enorme ao lembrar daquele momento, em 2013, quando fomos eliminados pela França nas semifinais. Não temos mais nenhum jogador daquela geração aqui, mas temos os da seguinte, que conquistou o título europeu, e nos abraçamos dizendo: quem imaginaria, lá em 2015, que onze anos depois estaríamos de novo numa final de Copa do Mundo, depois de toda essa trajetória que vivemos juntos.”
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Visivelmente emocionado, o técnico fez uma declaração de amizade profunda por toda a delegação espanhola: “Isso torna tudo ainda mais emocionante. Me sinto privilegiado, tenho orgulho deles e de todos os que vieram depois. É uma honra chegar a esta fase com um grupo excepcional. Temos um vínculo que vai muito além do futebol.”
Um repórter mencionou uma frase do ex-técnico Luis Aragonés, afirmando que “só se celebra quando se vence”, e questionou como De la Fuente controlaria a euforia dos jogadores. O técnico não apreciou a indagação: “Sou grande admirador do senhor Aragonés, mas não gosto desses lugares-comuns. Chegar a uma final já é muito difícil. Como não se pode estar orgulhoso e feliz por estar numa final? Ganhar seria a cereja do bolo, mas agora já estamos muito felizes. Podem comemorar.”
O crescimento de Dani Olmo na equipe também foi destacado. De la Fuente elogiou sua versatilidade, mas enfatizou que o desenvolvimento do jogador acompanha o crescimento da seleção. “Ele é melhor quando tem bons companheiros ao redor”, afirmou. Já sobre Rodri, que enfrentou críticas no passado, o técnico declarou: “Eu disse que duvidar do Rodri era um insulto à inteligência, e o tempo nos deu razão. Ele é a espinha dorsal do meio-campo.”
A Espanha se prepara agora para enfrentar o vencedor da outra semifinal, entre Argentina e Inglaterra, na final da Copa do Mundo, marcada para domingo, 19, no estádio de Nova York e Nova Jersey, às 16h (horário de Brasília).

