Movimento reúne associados para convocar Assembleia Geral Extraordinária após presidência do Conselho recusar pedido de novas eleições. A ação é amparada pelo estatuto do clube.
Um grupo de sócios do São Bento iniciou uma mobilização para coletar assinaturas e convocar uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE). Essa ação é respaldada pelo Artigo 23, inciso IV, do Estatuto Social, que obriga a diretoria a convocar a reunião caso haja apoio de 20% dos sócios adimplentes.
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Os integrantes do movimento afirmam que a iniciativa é uma resposta à recusa da presidência do Conselho Deliberativo em dar prosseguimento ao pedido de novas eleições enviado pelo presidente Florísio Viana. Para a vice-presidente do Conselho, Maria Helena Ramalho, é necessário agir rapidamente diante da crise institucional que se agravou após o rebaixamento para a Série A3 do Campeonato Paulista em abril e a renúncia do presidente Almir Laurindo.
“O planejamento do futebol de 2027 não pode esperar as conveniências políticas de bastidores. O pedido formal por eleições foi feito pela diretoria em 18 de maio. Esperamos quase um mês para receber um parecer dizendo que ‘não há necessidade jurídica’ de antecipar as eleições”, destacou Maria Helena.
Na última semana, durante reunião no Complexo Humberto Reale, o Conselho Deliberativo discutiu um parecer jurídico contrário à antecipação das eleições de outubro. O documento argumenta que, mesmo com os afastamentos dos diretores de marketing e financeiro, Rodrigo Pereira Morato Castanho e Edson Antonio de Oliveira, não há “ruptura coletiva” ou inviabilidade da diretoria.
O presidente do Conselho, Wilson Vieira, expressou sua concordância com a realização de eleições gerais, mas defende que isso deve ser feito por um caminho jurídico diferente. “O presidente da executiva pode renomear novos diretores para cumprir o mandato. Não podemos atender à solicitação feita no documento que o Florísio nos mandou”, afirmou Vieira.
Você pode gostarPatrocinado · MGIDOs sócios que apoiam a AGE argumentam que a proposta do Conselho de abrir uma assembleia apenas para reformar o Estatuto pode atrasar o processo por meses e inviabilizar a antecipação das eleições. A conselheira Renata Botti criticou essa abordagem, dizendo que “não aceitaremos decisões tomadas a portas fechadas por um pequeno grupo”.
De acordo com o artigo 21 do Estatuto Social do Esporte Clube São Bento, a Assembleia Geral é o órgão máximo do clube e tem poder para aprovar a antecipação, realizar a votação e empossar os eleitos sem necessidade de mudanças no texto. O conselheiro William Alves reforçou essa ideia, afirmando que “o Estatuto do São Bento existe para proteger a instituição, e não para servir de algema para paralisá-lo”.
Com a desistência de disputar a Copa Paulista e sem futebol no segundo semestre, a crise administrativa do Azulão começa a ameaçar o planejamento para a Série A3 de 2027. O sócio Danilo Contin Evaristo enfatizou a urgência da situação, dizendo que esperar até outubro para as eleições poderia resultar na queda para a quarta divisão e, consequentemente, no fim do São Bento.
“Meu apelo é para que a assembleia aconteça imediatamente, porque só assim teremos chance de reconstruir o São Bento”, concluiu Evaristo.



