Há 40 anos, Diego Maradona levava a Argentina ao topo do mundo. Agora, Lionel Scaloni, que começou sua trajetória como auxiliar técnico, transformou a seleção após um desastre na Copa do Mundo de 2018, onde a equipe foi eliminada pela França com um 4 a 1. O que poucos imaginavam é que Scaloni, então auxiliar de Jorge Sampaoli, se tornaria o comandante da equipe e levaria a Argentina a conquistar o título mundial em 2022.
Com a marca de 100 jogos à frente da seleção, Scaloni resgatou uma equipe com moral baixa e que enfrentava um jejum de 28 anos sem títulos. Sob sua liderança, a Argentina reencontrou a essência do “futebol potrero” e se tornou conhecida como “La Nuestra”, culminando na conquista do tricampeonato mundial.
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O desafio de resgatar a seleção não foi fácil, especialmente para um técnico em início de carreira. Nomes consagrados como Diego Simeone e Mauricio Pochettino recusaram o convite para assumir a equipe, o que representou um grande revés na época. A seleção, que quase foi eliminada na fase de grupos da Copa de 2018, teve que contar com a genialidade de Lionel Messi para se salvar, mas acabou sendo eliminada nas oitavas de final por 4 a 1.
Após um período como interino, Scaloni assumiu o comando definitivo da seleção e, mesmo enfrentando desafios na Copa América de 2019, conquistou a confiança de Messi e da Associação do Futebol Argentino (AFA). Ele começou a implementar mudanças na forma de jogar, abandonando a ideia de um jogo vertical e rápido, que não se adequava ao estilo dos melhores jogadores argentinos.
Com a reformulação tática, Scaloni introduziu uma formação com Leandro Paredes, Giovani Lo Celso e Rodrigo De Paul no meio de campo, priorizando a troca de passes e a movimentação livre dos jogadores. Essa nova abordagem deu vida à “Scaloneta”, que se destacou pela troca de passes e pela identificação dos torcedores com o estilo de jogo.
A mudança não foi apenas tática, mas também filosófica. Scaloni buscou que a equipe se identificasse com o povo argentino, resultando em uma conexão profunda entre jogadores e torcedores. Ao longo de sua trajetória, Messi brilhou, sendo fundamental na conquista da Copa do Mundo de 2022 e da Copa América de 2024. Agora, Scaloni e a Argentina se preparam para um novo desafio nas oitavas de final contra o Egito.


