Campeã olímpica questiona critérios da CBJ e expõe a dificuldade de conciliar o alto rendimento com a maternidade; caso gera onda de solidariedade no Dia Internacional da Mulher.
📖 Leia Também
O Desabafo da Campeã
Em plena celebração do Dia Internacional da Mulher, Sarah Menezes trouxe à tona uma realidade amarga. Segundo a ex-atleta e agora ex-treinadora, o desligamento da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) ocorreu de forma inesperada assim que ela se colocou à disposição para retomar suas funções integrais após o período legal de afastamento para cuidar de sua filha.
Sarah reflete sobre o peso que recai apenas sobre as mulheres no ambiente profissional: “Parece que o ouro que conquistei no tatame não tem o mesmo peso da minha escolha de ser mãe. É frustrante perceber que, para o sistema, a nossa produtividade é colocada em xeque no momento em que a vida pessoal exige uma pausa biológica e afetiva”, declarou ao jornal Extra.
O caso de Sarah não é isolado, mas ganha proporções gigantescas devido ao seu status de ícone do esporte. A discussão levanta pontos cruciais sobre as cláusulas de contrato de treinadoras e atletas de elite, que muitas vezes carecem de proteção específica para a gestação e o puerpério. A CBJ ainda não emitiu uma nota oficial detalhando os motivos técnicos da substituição, mas a pressão nas redes sociais cresce por um posicionamento transparente.

