O São Paulo Futebol Clube encerrou, nesta terça-feira (16), o contrato de prestação de serviços com o nutrólogo Eduardo Rauen. O médico havia sido responsável pela implantação do laboratório TecFut no Centro de Treinamento de Cotia e fazia parte dos planos estratégicos do departamento de saúde tricolor para 2026.
A decisão foi tomada após reportagens revelarem que Rauen prescreveu Mounjaro a atletas do elenco profissional e que o fornecedor indicado para o medicamento não possuía regularização junto à Anvisa. A diretoria classificou o episódio como violação dos protocolos médicos e das normas internas do clube.
📖 Leia Também
Dirigentes consultados apontam preocupação com eventuais prejuízos jurídicos, esportivos e de imagem. O caso ganhou dimensão durante uma fase de cobrança por maior profissionalização dos processos no departamento de futebol.
A situação também gerou desconforto na comissão técnica comandada por Hernán Crespo. Integrantes do staff relataram resistência ao uso das canetas emagrecedoras assim que a prática chegou ao conhecimento do treinador.
Internamente, o desligamento de Rauen é visto como medida para conter a crise no setor médico, alvo de críticas nos bastidores. A partir de agora, o São Paulo pretende revisar rotinas, reforçar a governança clínica e reavaliar o próprio projeto TecFut, que havia sido transferido para o CT da Barra Funda com o objetivo de modernizar a preparação física e a recuperação dos atletas.


