George Russell atribuiu a largada tumultuada do Grande Prêmio da Austrália de Fórmula 1 à escassez de energia elétrica disponível no carro da Mercedes. Mesmo vencendo a prova em Albert Park, o britânico foi superado por Charles Leclerc nos metros iniciais e precisou recuperar a ponta nas voltas seguintes.
No momento da largada, Russell percebeu que o nível de bateria estava praticamente zerado, o que reduziu a potência de saída e abriu espaço para que Leclerc partisse à frente. Paralelamente, seu companheiro Andrea Kimi Antonelli também sofreu com o mesmo problema e despencou para a sétima colocação, sendo ultrapassado por Lewis Hamilton, Arvid Lindblad e Isack Hadjar.
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Nas primeiras voltas, Russell e Leclerc travaram duelo acirrado pela liderança. O britânico chegou a perder terreno, mas se beneficiou do virtual safety car acionado após o abandono de Hadjar com a Red Bull estacionada, realizando seu pit stop com menor perda de tempo. A Ferrari optou por não reagir às duas oportunidades de parada sob regime de VSC, permitindo que a Mercedes reassumisse as posições de ponta e se mantivesse à frente até a bandeirada.
Após a prova, Russell comentou que a combinação de modos de potência diferentes e a consequente perda de aderência na dianteira nas saídas de curva — em especial no fim da Curva 8 — deixaram a condução “bastante arriscada”. Segundo ele, a FIA deve analisar possíveis ajustes para amenizar esse efeito.
Recuperação de Antonelli
Antonelli precisou realizar corrida de recuperação. Depois de cair para sétimo na primeira volta pela falta de energia acumulada na volta de apresentação, o italiano escalou o pelotão e terminou entre os quatro primeiros. O jovem já havia enfrentado problemas no treino livre 3, quando bateu, mas a equipe conseguiu consertar o carro a tempo para a classificação.
“Foi o melhor começo de temporada que poderíamos desejar, apesar da largada ruim”, disse Antonelli, destacando o bom ritmo nas voltas finais e a expectativa positiva para a próxima etapa.
Russell concluiu suas declarações celebrando a vitória e a briga intensa com Leclerc, frisando que, no início, qualquer piloto que assumisse a dianteira encontraria dificuldade para manter a posição devido ao “efeito ioiô” provocado pela gestão de bateria.


