George Russell saiu em defesa das mudanças técnicas previstas para a temporada 2026 da Fórmula 1, lembrando o estilo de pilotagem de Ayrton Senna para argumentar que cada era da categoria exige adaptações dos competidores. O britânico da Mercedes reagiu às críticas de Max Verstappen, que considerou o novo sistema de gerenciamento de energia “anti-corrida” durante os testes de pré-temporada.
Divisão igual entre motor a combustão e sistemas elétricos
A partir de 2026, as unidades de potência passarão a entregar quase 50% da força a partir de motores elétricos. As baterias terão capacidade de armazenar 350 kW — ante 120 kW em 2025 — e o MGU-H deixará de existir. Com a energia limitada, os pilotos precisarão evitar o esgotamento das reservas, recorrendo a procedimentos como o lift-and-coast nas curvas.
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Piloto mais ativo nos testes
Russell completou 688 voltas (3.523 km) nos treinos, o maior volume entre todos os competidores. Segundo ele, a necessidade de poupar energia faz parte das características do novo conjunto mecânico.
“Os princípios básicos continuam os mesmos: levar o carro ao limite, frear o mais tarde possível e acelerar o mais cedo que der”, afirmou. “Cada geração tem particularidades. Vi vídeos do Senna nos anos 80 e 90; ele tocava o acelerador várias vezes no ápice da curva para manter o turbo ligado e equilibrar o carro.”
O britânico reconheceu que o lift-and-coast está mais presente, mas não o considera excessivo. “No Bahrein e no shakedown de Barcelona, não foi tão ruim. Melbourne pode ser diferente, mas, até agora, estou gostando”, completou.


