O Rio Preto Esporte Clube, de São José do Rio Preto (SP), encerrou um ciclo de recuperação financeira iniciado em 2018 e agora concentra esforços para conquistar a Série A3 do Campeonato Paulista. O presidente José Eduardo Rodrigues, no cargo desde aquele ano, afirma ter zerado um passivo que ultrapassava R$ 20 milhões, incluindo mais de R$ 3,1 milhões em contas de água e esgoto junto à SEMAE.
Limpeza nas contas e reestruturação
Ao assumir a presidência, Rodrigues reduziu o quadro de cerca de 150 funcionários, afastou toda a antiga diretoria e renegociou débitos em cartórios de protesto. Segundo ele, o clube hoje integra o grupo dos poucos do país — ao lado de Flamengo e Palmeiras — com “ficha limpa” em cartórios e superávit em caixa. O patrimônio atual está estimado em R$ 500 milhões.
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Riopretão reformado
As melhorias incluem reforma completa do estádio Anísio Haddad, o Riopretão, que ganhou gramado novo, cadeiras, bares e estrutura de academia e alojamento. Com capacidade superior a 30 mil torcedores, o local está preparado para a estreia na Série A3, marcada para sábado, 24 de janeiro, às 15h, contra o Rio Branco de Americana.
Planejamento esportivo
Com as finanças equilibradas, o clube montou elenco e comissão técnica focados em conquistar o título em 2026, passo que projeta o acesso à Série A2 no ano seguinte e, posteriormente, chegar à elite estadual entre 2027 e 2028. Rodrigues pretende concluir esse projeto antes de 2030.
Patrocinadores e comunicação
Entre os apoiadores financeiros estão Banco Sicoob, Cotuba, GCF Facilities, Mr. Frango, SignRio, Zappaz e JM Turismo. O clube opera a TV Jacaré, desenvolve a Rádio Jacaré e mantém presença em redes sociais, jornal impresso e plataformas digitais.
Perfil do presidente
Advogado formado nas Faculdades de Direito de São Carlos e Dom Pedro II, José Eduardo Rodrigues foi deputado estadual, diretor do Metrô de São Paulo, diretor da CDHU e conselheiro do São Paulo Futebol Clube. Conselheiro do Rio Preto desde 1971, adotou o lema “moralidade acima de tudo” e já articulou o afastamento dos ex-presidentes Vergílio Dalla Pria e Suélio Ribeiro por denúncias de corrupção.
Em contatos recentes, o dirigente manifestou apoio ao projeto Fair Play da CBF, iniciativa que visa estimular responsabilidade fiscal entre os clubes brasileiros.

