Ao completar dez anos, o legado olímpico mostra contrastes. Lixo e mato alto tomam 150 mil m² na Barra, enquanto o Ginásio Isabel Salgado, aberto em 2024, atende 875 alunos com ensino e esportes.
O legado olímpico da Rio 2016, completando dez anos em agosto de 2026, apresenta um quadro de contrastes na cidade do Rio de Janeiro. Enquanto o Parque dos Atletas, localizado na Barra da Tijuca, é marcado pelo abandono, com lixo, mato alto e a presença de moradores de rua em uma área de 150 mil metros quadrados, outras instalações se destacam positivamente.
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Próximo ao Parque dos Atletas, o Ginásio Educacional Olímpico Isabel Salgado, inaugurado em fevereiro de 2024, se tornou um modelo na educação, recebendo 875 alunos que combinam aulas convencionais com a prática de modalidades olímpicas. Este ginásio é a única instalação olímpica do mundo que foi transformada em uma escola pública, mostrando um lado positivo do legado.
Além disso, o moderno Centro de Treinamento Time Brasil, que ocupa parte do Parque Aquático Maria Lenk, e o Parque Radical de Deodoro, que abriga o Estádio Olímpico de Canoagem Slalom e o Centro Olímpico de Ciclismo BMX, seguem em funcionamento e são referências para o esporte de alto rendimento.
O Parque Olímpico da Barra, que custou R$ 2,34 bilhões e ocupa 1,2 milhão de metros quadrados, concentra diferentes arenas, incluindo o Velódromo e as Arenas Cariocas, que têm se mostrado essenciais para eventos esportivos e treinamento.
Por outro lado, algumas estruturas olímpicas foram desmontadas e reaproveitadas. O Estádio Aquático Olímpico e a Arena do Futuro foram transformados em Ginásios Educacionais Tecnológicos, atendendo cerca de 1,7 mil alunos da rede pública municipal. A piscina do Estádio Aquático foi transferida para o Parque Oeste em dezembro de 2025 e parte das instalações foi cedida ao Bangu Atlético Clube.
Na Zona Oeste, o Parque Radical abriga instalações como o Estádio Olímpico de Canoagem Slalom e o Centro Olímpico de Ciclismo BMX, que continuam funcionando. Entretanto, a Arena da Juventude e outros centros permanecem fechados, com alegações de falta de repasses financeiros por parte do Ministério do Esporte, gerando um impasse que já dura um ano e meio.
Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro tiveram um investimento total de R$ 43,75 bilhões, com R$ 21,52 bilhões provenientes de recursos públicos. O Parque Olímpico, considerado o “Coração dos Jogos”, foi a área que mais se transformou na cidade. O Parque dos Atletas, que serviu como área de lazer durante a Olimpíada, passou a ser um dos maiores símbolos do legado negativo.



