O Corinthians apresentou recurso ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e conseguiu suspender o inquérito civil que analisava a possibilidade de intervenção judicial no clube. O efeito suspensivo impede qualquer nova ação da Promotoria até que o Conselho Superior do MP julgue o pedido.
No documento, o clube alega que as dificuldades financeiras não justificam medida tão extrema. A diretoria argumenta que a associação funciona regularmente, possui autonomia garantida por lei e dispõe de alternativas menos drásticas, como a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
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Entre as providências já adotadas, o Corinthians cita: reprovação de contas de ex-presidentes, criação de um comitê específico para reestruturação financeira, negociações com a União para parcelar dívidas, tratativas com a Caixa Econômica Federal sobre o débito da Neo Química Arena e proposta de reforma estatutária.
O MP-SP manifestou-se contra o recurso. Para a Promotoria, mesmo entidades autônomas podem sofrer intervenção caso o inquérito aponte irregularidades em andamento. O pedido de abertura da investigação menciona possível gestão temerária no clube.
Um dos pontos sob análise envolve a proposta de patrocínio máster da Responsa Gaming, detentora da marca Energia.bet. Segundo a Rádio Bandeirantes, o setor de compliance do Corinthians desaprovou o acordo. A Promotoria pretendia expedir recomendação sobre o tema, o que agora fica suspenso até decisão do Conselho Superior.
O inquérito permanece paralisado até o julgamento do recurso, apresentado no último dia 19, em São Paulo.

