Os muros do Centro de Excelência Alcides Santos, no Pici, amanheceram pichados nesta quinta-feira (8) com frases de contestação à Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Fortaleza Esporte Clube.
As inscrições “Democracia já”, “O Fortaleza não tem dono” e “$AF de Incompetentes” foram feitas na fachada do local onde o elenco treina e trabalham dirigentes e funcionários.
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O protesto ocorre em meio à maior crise recente do clube, rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro em 2025 e sob questionamentos sobre a condução da SAF, constituída no fim de 2023.
Saída de dirigentes agrava cenário
As pichações vieram dois dias depois de Alex Santiago e Geraldo Luciano anunciarem que não voltarão aos cargos de comando. Os dois alegaram falta de consenso com integrantes da atual gestão na tentativa de retorno.
“Infelizmente, não houve consenso por parte dos integrantes da atual gestão do clube acerca da viabilização das condições para o nosso retorno”, escreveu Alex Santiago em nota publicada em sua conta no Instagram.
Resposta da diretoria
Nessa quarta-feira (7), durante a apresentação do novo CEO, Pedro Martins, o presidente da associação Fortaleza Esporte Clube, Rolim Machado, afirmou que “a verdade sai de dentro do clube e não através de pronunciamentos nas redes sociais”.
Crise esportiva, política e financeira
Além da queda para a segunda divisão, o Fortaleza enfrenta dificuldades políticas e financeiras, incluindo aumento de dívidas e relatos de desunião interna, fatores que têm colocado em xeque a credibilidade da SAF.

