Osmar Stabile, presidente do Corinthians, afirmou que o futuro do projeto SAFiel dependerá da liberação do departamento de compliance do clube. A proposta busca transformar o Timão em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e prevê captação de até R$ 2,5 bilhões para investimentos em reforços, infraestrutura e quitação de dívidas.
“Recebemos o projeto, enviamos ao compliance e, nesta gestão, esse setor funciona. Não vamos deixar herança maldita para quem vier depois”, declarou Stabile nesta terça-feira (12).
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Questionamentos do compliance
O parecer interno apontou que a Invasão Fiel S.A, empresa criada para operar a SAFiel, possui capital social de apenas R$ 3 mil, valor considerado incompatível com a meta de captar R$ 2,5 bilhões. Outro ponto levantado foi o histórico de Maurício Chamati, um dos idealizadores da proposta e cofundador do Mercado Bitcoin, mencionado em processo por estelionato que acabou arquivado. A proximidade de Chamati com a gestão anterior, comandada pelo ex-presidente Augusto Melo, também entrou na análise.
Próximos passos
Segundo Stabile, a diretoria aguardará a resolução das pendências indicadas pelo compliance antes de avaliar aspectos técnicos e de marketing do projeto. “Se houver apontamentos, como houve, o Corinthians vai esperar a solução. Depois disso, discutiremos a parte técnica e comercial”, acrescentou o dirigente.
O Corinthians encerrou o último balancete com R$ 2,7 bilhões em dívidas, valor que a SAFiel pretende liquidar caso seja aprovada.
