Cédric Soares já soma 60 jogos pelo Tricolor e mira superar seu recorde pessoal de 64 partidas. Lateral fala sobre adaptação ao futebol brasileiro e pressão no Morumbi.
Cédric Soares, lateral português de 34 anos, tem enfrentado a pressão do futebol brasileiro desde que chegou ao São Paulo em janeiro de 2025. O jogador, que possui uma vasta experiência internacional, incluindo uma Copa do Mundo e uma Eurocopa, comentou sobre as exigências do Campeonato Brasileiro e as dificuldades enfrentadas no clube.
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Após ser contratado inicialmente com um contrato de três meses, Cédric já soma 60 partidas pelo Tricolor e se aproxima de sua marca pessoal de 64 jogos pelo Arsenal, onde atuou por quatro temporadas. Em entrevista, ele afirmou que sempre buscou se adaptar rapidamente à cultura e ao estilo de jogo brasileiro.
“Sempre fui uma pessoa e um jogador que tenta se adaptar rapidamente ao país e cultura, e mesmo à parte tática e técnica do campeonato. O Brasil tem características diferentes, e eu acho que tem uma exigência bastante alta. Me sinto adaptado e começo a entender as características do Brasileirão”, disse Cédric.
Nesta temporada, o lateral sentiu na pele a pressão imposta pelo futebol brasileiro, especialmente com a troca de treinadores no São Paulo. O clube já teve três técnicos em 2026, e Cédric comentou sobre a saída de Hernán Crespo e a breve passagem de Roger Machado, que ficou apenas três meses no cargo antes de Dorival Júnior assumir a equipe.
“Quem quer jogar futebol de forma relaxada não pode ser profissional, ainda mais no Brasil. Aqui sempre foi conhecido por ter uma paixão muito grande e que respira futebol”, afirmou o jogador.
Cédric também relembrou seu início de temporada, quando ficou sem ser relacionado por Crespo. Ele destacou a intensidade do calendário brasileiro, que o levou a jogar 44 partidas na temporada anterior, e que, em algumas ocasiões, atuou mesmo com lesões.
“Tentei sempre levar para o lado do aprendizado, e são momentos que fazem parte da carreira. No futebol, as decisões dos treinadores podem variar, e nem sempre você é visto como titular absoluto. Já joguei com dedo partido do pé para ajudar a equipe”, revelou.
A passagem de Roger Machado pelo São Paulo foi marcada por pressão, que o grupo de jogadores sentiu no vestiário. Cédric reconheceu que a equipe tentou se unir e dar uma resposta positiva, mas nem sempre os resultados foram satisfatórios.
Com contrato até o fim de 2027, Cédric expressou satisfação em atuar pelo São Paulo, ressaltando a adaptação de sua família e o carinho que recebeu dos torcedores.
“Morar em São Paulo e jogar no São Paulo é uma experiência única. Você caminha na rua e vê crianças pedindo fotos, é gratificante ser ídolo para elas”, comentou.
Por fim, Cédric analisou as semelhanças e diferenças entre o futebol brasileiro e europeu, destacando a competitividade do Brasileirão e a necessidade de estar sempre preparado devido ao calendário apertado.



