A Ponte Preta confirmou seu rebaixamento no Campeonato Paulista de 2026 com uma rodada de antecedência, encerrando a participação com a pior campanha da competição. O revés chega menos de um ano depois do título da Série C do Campeonato Brasileiro, celebrado na temporada passada.
Desempenho em números
Em sete jogos disputados, a Macaca não obteve vitórias, somou apenas um empate e acumulou seis derrotas. O ataque marcou dois gols, desempenho mais baixo do torneio ao lado do Velo Clube, enquanto a defesa sofreu 12, marca que empata com o Primavera como a mais vazada do estadual.
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Problemas fora de campo
A crise não se limitou às quatro linhas. Um transfer ban impôs ao clube a impossibilidade de registrar reforços nas primeiras rodadas. Sem opções, a comissão técnica recorreu a atletas das categorias de base que disputavam a Copa São Paulo de Futebol Júnior para completar o elenco profissional.
A falta de jogadores experientes acentuou a instabilidade logo no início da competição, criando pressão crescente a cada resultado negativo.
Saídas, retornos e comando técnico
O meia Elvis, protagonista na campanha do título da Série C, chegou a deixar o clube após desentendimentos com a diretoria. Dias depois, o retorno foi oficializado, mas a presença do ídolo não bastou para alterar o rumo da equipe dirigida por Marcelo Fernandes, que passou a maior parte dos jogos em desvantagem no placar.
Próximos passos
Com o rebaixamento consumado, a diretoria trabalha para reorganizar o elenco. A liberação do transfer ban permitirá a inscrição de reforços, enquanto o foco passa a ser a disputa da Série B do Brasileirão. O desafio envolve recuperar a confiança do grupo e corrigir falhas expostas no estadual.
O fracasso no Paulistão evidenciou problemas estruturais, de planejamento e de gestão financeira, que culminaram na pior campanha alvinegra dos últimos anos.

