A Ponte Preta perdeu acesso ao programa de reestruturação financeira da CBF após 60 dias de atrasos. Dirigentes ignoram responsabilidade pela crise que ameaça o clube campineiro.
Campinas, SP, 17 – A situação da Ponte Preta se agrava, e a dupla de dirigentes Luiz Torrano e Marco Eberlin não assume a responsabilidade pela crise administrativa e financeira do clube. Com a equipe enfrentando um colapso, a necessidade de uma solução se torna urgente.
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Recentemente, a ANRESF (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol), vinculada à CBF, decidiu excluir a Ponte Preta do Programa de Apoio e Reestruturação Financeira de Clubes da Série B do Campeonato Brasileiro. Essa medida foi motivada pelo acúmulo de 60 dias de atrasos nos pagamentos de obrigações financeiras, incluindo salários e outras verbas regulatórias.
A CBF se compromete a arcar com os custos de deslocamento da equipe, mas posteriormente enviará faturas ao clube para reembolso, com um prazo estipulado para regularização. Essa situação tem gerado revolta entre os torcedores e a oposição dentro do clube, que vêem a necessidade de uma mudança drástica na gestão.
José Armando Abdala Júnior, presidente do Conselho Deliberativo da Ponte Preta, não inclui na pauta a possibilidade de impeachment dos atuais dirigentes. Diante dessa circunstância, a oposição se vê sem alternativas e sugere que o clube retome suas origens, criando o “Ponte Preta Futebol Clube”, desvinculando-se da Associação Atlética que a levou a essa crise.
A proposta é iniciar do zero, com a esperança de que essa nova estrutura possa levar a equipe a um novo patamar, mesmo que isso signifique começar nas divisões inferiores do futebol paulista e nacional. A ideia é que aqueles que levaram a Associação Atlética à situação atual sejam responsabilizados e que a nova entidade busque um caminho mais promissor.
Além disso, é importante corrigir um erro mencionado em uma coluna anterior, onde se referiu a um gol semelhante ao de Mbappé contra Senegal, creditado ao jogador Rodrigues. Na verdade, o gol foi marcado por Jairzinho em 1965, quando ele fazia parte de um ataque formado por Jairzinho, Ari, Da Silva, Urubatão e Almeida.

