No Maracanã, o veterano uruguaio foi decisivo nas cobranças e garantiu a vaga do Estudiantes na final da Libertadores, após dois empates sem gols. A equipe jogou quase todo o segundo tempo com um a menos.
Fernando Muslera precisou de três defesas para transformar a noite do Estudiantes no Maracanã em uma das grandes atuações de sua carreira. Aos 40 anos, o goleiro parou Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique na disputa por pênaltis, eliminou o Flamengo e colocou o clube argentino na final da Libertadores contra o Palmeiras.
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A classificação veio depois de dois empates sem gols nas semifinais. No Rio, o Estudiantes ainda precisou atuar com um jogador a menos durante quase todo o segundo tempo. Muslera sustentou a resistência da equipe e, nas cobranças, foi decisivo para a vitória por 3 a 2.
O próximo capítulo será em um cenário familiar: o Estádio Centenário, em Montevidéu. Embora tenha nascido em Buenos Aires, em 16 de junho de 1986, Muslera construiu uma longa trajetória pela seleção uruguaia e chega à decisão de 28 de novembro com a possibilidade de conquistar o principal título de clubes da América do Sul.
A carreira do goleiro teve início no Uruguai: passou por Montevideo Wanderers e Nacional antes de seguir para a Lazio. Na Itália, começou a consolidar a experiência internacional que marcaria sua trajetória.
A etapa mais extensa da sua carreira aconteceu na Turquia. Contratado pelo Galatasaray em 2011, Muslera permaneceu por 14 temporadas, acumulou mais de 500 partidas e conquistou 19 títulos. A longevidade o transformou em referência no clube. A saída, em 2025, encerrou uma relação que atravessou diferentes treinadores e gerações de jogadores.
O retorno à América do Sul ocorreu quando o Estudiantes anunciou Muslera em junho de 2025, com contrato até dezembro de 2026. A contratação levou a La Plata um goleiro acostumado a competições internacionais e decisões.
Pouco mais de um ano depois, ele se tornou protagonista de uma classificação à final da Libertadores. A atuação contra o Flamengo também mudou o desfecho recente entre os clubes: em 2025, o time brasileiro havia eliminado os argentinos nos pênaltis nas quartas de final.
As disputas por pênaltis já marcam a carreira do uruguaio. No Maracanã não foi o primeiro capítulo decisivo: na Copa América de 2011, Muslera defendeu a cobrança de Carlos Tevez nas quartas de final e ajudou o Uruguai a eliminar a Argentina, anfitriã do torneio; a seleção uruguaia conquistaria o título daquela edição.
Muslera também esteve nas Copas do Mundo de 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026. A experiência não torna uma disputa por pênaltis previsível, mas apresenta ao Palmeiras um adversário com antecedentes importantes nesse tipo de decisão.
Aos 40 anos, o uruguaio chega a Montevidéu como um dos personagens centrais da final. Para o Estudiantes, a atuação no Maracanã mostrou que sua influência continua capaz de alterar o destino de uma competição.

