Osvaldo Yamba, lateral-direito angolano de 17 anos, está em evidência nas categorias de base do Santos e vive a expectativa por uma chance no time profissional. No clube desde 2024, o jogador afirma que ainda tem um longo caminho a percorrer, mas celebra a rotina na Vila Belmiro e a experiência de treinar com o elenco principal.
Semanas atrás, após treinar com o time principal, Yamba teve contato com Neymar, referência desde a infância, e descreveu a emoção do encontro. O episódio ficou marcado tanto pela conversa quanto por uma iniciativa do camisa 10 com os jovens da base.
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Cheguei a tremer quando ele começou a falar. Eu pensei: “Caramba, ele está me dando conselhos!”
relembra o jovem.
Ele levou alguns jovens da base para comer churrasco e pagou tudo. Tinha feito uma aposta entre o time do profissional e alguns meninos. Ele falou que, se eles ganhassem, nós pagaríamos o churrasco. Se eles perdessem, eles pagariam. A gente perdeu, e eles pagaram mesmo assim
conta o angolano sobre os bastidores do encontro com o atacante.
Yamba chegou ao Brasil quando estava prestes a completar sete anos, quando a família saiu de Luanda em busca de oportunidades em São Paulo. No início, destacou-se no atletismo, competindo em provas de 100 metros, antes de migrar definitivamente para o futebol.
Após avaliações em clubes, incluindo passagem por avaliações no Cruzeiro, o jogador integrou a base do Catanduva, no interior paulista. O desempenho chamou a atenção do Santos, que o convidou para testes; Yamba foi aprovado em quatro dias.
Ao chegar à Vila Belmiro, atuava como ponta-direita, mas foi deslocado para a lateral, posição em que está mais consolidado atualmente.
Eles viram que eu era rápido e forte e me colocaram na lateral direita. Quando cheguei, era ponta direita, mas tinha muitos jogadores nessa posição
explica o jovem, que já estreou pela equipe sub-20 e tem como objetivo assegurar vaga na próxima Copa São Paulo de Juniores.
A rotina de Yamba é dividida entre os treinos e o alojamento do clube; a família permanece em Guaianases, na Zona Leste de São Paulo. O jogador relata adaptação cultural e afetiva ao Brasil e revela gostos pessoais, como ouvir rap e funk e preferir estrogonofe como prato predileto.
Às vezes, minha mãe fala que não sou mais africano, que sou brasileiro. Até a língua que a gente fala lá eu já não consigo falar direito às vezes, porque não tenho ninguém aqui comigo para conversar
completa o lateral, que segue em busca de consolidar a carreira no Santos e de transformar a experiência nas categorias de base em oportunidades no profissional.
Com informações do ge

