Garbiñe Muguruza, principal nome do tênis espanhol da última década, afirmou que os profissionais do circuito não costumam se planejar para o fim da carreira. “A vida no tênis é muito imersiva; pensamos: no dia em que eu parar de jogar, eu penso nisso. Enquanto você está jogando, não dá para refletir”, declarou a ex-número 1 do mundo em entrevista ao jornal AS.
Aos 30 anos, Muguruza deixou as quadras em 2024 e, poucos meses depois, passou a ocupar funções administrativas no esporte. Primeiro, assumiu a direção do WTA Finals e, recentemente, foi nomeada co-diretora do Masters 1000 de Madri. “Para ser honesta, não esperava estar tão envolvida logo após me aposentar, ainda mais com tanta responsabilidade. Mas fico feliz que confiem no meu trabalho”, ressaltou.
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Além dos compromissos profissionais, a campeã de Roland Garros (2016) e Wimbledon (2017) terá mudanças na vida pessoal: ela será mãe pela primeira vez no próximo ano. “A maternidade é um período lindo; 2026 será verdadeiramente mágico. Também será um desafio, porque muita coisa vai acontecer ao mesmo tempo”, comentou.
Questionada sobre o futuro do circuito feminino, Muguruza vê um cenário aberto. “No ano passado (2025), quatro jogadoras diferentes venceram os Grand Slams. Quero saber como Aryna Sabalenka e Iga Swiatek vão se sair e como as novas que chegaram ao WTA Finals este ano vão responder”, disse, citando Amanda Anisimova, Mirra Andreeva, Victoria Mboko e Alexandra Eala como nomes a serem observados.


