O Ministério Público de São Paulo abriu, nesta terça-feira, uma investigação para apurar possíveis irregularidades na contratação de uma empresa de segurança particular pelo presidente do Corinthians, Osmar Stabile.
O Procedimento Investigatório Criminal (PIC) foi instaurado com base em denúncias de sócios do clube. Segundo as informações, o Corinthians teria pago R$ 586.987,65 à Bear Security Ltda, empresa sediada no Rio de Janeiro que, supostamente, operava de forma irregular perante a Polícia Federal.
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O promotor Cássio Conserino, que conduz esta e outras investigações relacionadas ao Corinthians, comparou o caso ao uso do cartão de crédito do clube para despesas pessoais, que levou a denúncias contra ex-presidentes como Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves. Conserino afirmou que o dirigente estaria “auferindo remuneração direta com o pagamento das despesas da empresa de segurança pelo Corinthians”.
Para o promotor, a contratação com recursos do clube pode configurar crimes como apropriação indébita ou estelionato, a depender das circunstâncias — entre elas a autorização dos órgãos internos, a postura do beneficiado e a forma de pagamento à empresa. Ele ressaltou ainda que “o exercício da presidência não pode gerar benefícios patrimoniais diretos ou indiretos, sob pena, inclusive, de a associação privada perder suas isenções fiscais”.
Como primeira medida, o MP notificou o Corinthians para, em até 10 dias, informar quem realiza os pagamentos à Bear Security e apresentar documentos que comprovem os valores. O promotor também pediu que o Conselho de Orientação (CORI) informe, no mesmo prazo, se autorizou ou tinha conhecimento da contratação da empresa em benefício de Stabile, conforme o estatuto do clube.
O MP já conduz uma investigação anterior relacionada à contratação de outra empresa de segurança do Corinthians. Nesse processo, o clube confirmou que a Bear “presta exclusivamente serviços de segurança pessoal a Osmar Stabile no exercício do cargo de presidente da diretoria”.



