Entre 20 e 22 de março de 2026 a MotoGP volta ao Brasil depois de duas décadas e recoloca o Autódromo Internacional Ayrton Senna no calendário da categoria. A etapa, segunda da temporada, ocorre num circuito totalmente reformado que, segundo especialistas, pode se tornar o mais rápido do campeonato.
Pista curta, reta longa e 31 voltas
Com 3,835 km de extensão e 12 curvas, o traçado goiano receberá 31 voltas na corrida principal, marcada para domingo (22), às 15h (horário de Brasília). O número de giros torna o Grande Prêmio do Brasil a prova mais longa do calendário 2026.
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Último brasileiro a competir na MotoGP, Alex Barros projeta velocidades entre 340 km/h e 350 km/h na reta de 1 km e crê em tempos de volta em torno de 1min15s, possivelmente os menores de todo o ano. “É um traçado curto com uma reta muito longa; a volta deve ser a mais rápida do mundial”, afirmou o ex-piloto.
Desafio climático no Centro-Oeste
A etapa acontece no período mais quente e seco da região, fator que pode aumentar o desgaste físico dos competidores. Para Barros, “vai ser uma corrida suada”, inclusive para o brasileiro Diogo Moreira, radicado na Espanha.
R$ 250 milhões em modernização
Inaugurado em 1974, o autódromo passou por ampla reforma bancada pelo Governo de Goiás. O investimento de cerca de R$ 250 milhões incluiu recapeamento completo, alargamento da pista, ampliação das áreas de escape e construção de novos boxes. Aproximadamente 3 mil litros de produto desincrustante foram aplicados para limpeza e descontaminação do asfalto.
Impacto econômico e expectativa de público
A organização estima 150 mil pessoas em Goiânia durante o fim de semana, entre turistas e profissionais envolvidos, com impacto econômico previsto de R$ 870 milhões e geração de 4 mil empregos.


Imagem: Internet
Histórico da MotoGP no país
O Brasil sediou a categoria pela primeira vez justamente em Goiânia, entre 1987 e 1989. Depois, Interlagos recebeu a competição em 1992, e o Rio de Janeiro organizou nove corridas entre 1995 e 2004 (ausência apenas em 1998). A prova de 2026 marca a 14ª edição brasileira e a quarta na capital goiana.
Mercado nacional em destaque
Alex Barros lembra que o país produz cerca de 2 milhões de motocicletas por ano, atrás apenas da Ásia e dos Estados Unidos, o que fortaleceu o retorno da etapa nacional. “Precisamos de heróis e o Grande Prêmio ajuda a motivar o público e a indústria”, acrescentou.
Onde assistir
Todos os treinos, a sprint race e a prova principal terão transmissão ao vivo no plano premium do Disney+.

