A jornalista Milly Lacombe criticou o momento do Flamengo em coluna publicada neste domingo (26.out.2025) no UOL. Segundo ela, a equipe que entra em campo hoje não reflete a identidade que marcou o clube nas décadas anteriores.
No texto, Lacombe relembra o período em que frequentava o Maracanã na infância e descreve o Flamengo daquela época como um time “humilde, vibrante e incansável”, capaz de “suar sangue” em busca de resultados improváveis. Para a colunista, o desempenho e a postura atuais contrastam com essa imagem.
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A cronista aponta que o elenco de 2025 se apresenta de forma “imponente” e “confiante”, mas, em sua visão, não demonstra a mesma energia em campo. Ela também avalia que a torcida rubro-negra, antes considerada um diferencial, hoje participa de forma menos intensa e precisa ser “acordada” pelos lances da partida.
Lacombe cita ainda o ex-presidente do Fluminense, Francisco Horta, ao afirmar que o dirigente histórico tricolor “conhecia melhor a alma rubro-negra” do que os atuais gestores do Flamengo. Para ela, a grandeza do clube vinha justamente da capacidade de não se considerar superior, postura que teria gerado respeito e admiração dos adversários.
Ao abordar a temporada, a jornalista reconhece a possibilidade de o Flamengo conquistar simultaneamente a Libertadores e o Campeonato Brasileiro. Mesmo assim, avalia que o time carece de “alma” e “espírito” e, se não reencontrar essas características, corre o risco de se distanciar de suas raízes, mesmo com eventuais títulos.
No encerramento da coluna, Lacombe adverte que, caso o clube continue nesse “trajeto delirante”, poderá chegar a um ponto em que não conseguirá mais reconhecer a própria história.


