A experiência de Éder Militão na lateral-direita, testada por Carlo Ancelotti na vitória da seleção brasileira por 2 a 0 sobre Senegal, solucionou duas questões de uma vez: ofereceu um nome confiável para a posição e aumentou a solidez defensiva da equipe.
Tendência consolidada na Europa
O recurso de deslocar zagueiros ou volantes para as laterais é cada vez mais comum no futebol europeu. O Manchester City, campeão da Champions League 2022/23, atuou com os zagueiros Nathan Aké e Manuel Akanji abertos pelos lados. Atualmente, o volante de origem Matheus Nunes também vem sendo utilizado como lateral-direito pelo técnico Pep Guardiola.
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No Barcelona, Jules Koundé deixou o miolo de zaga para se firmar na direita, enquanto Ronald Araújo é opção para jogos que exigem maior força no mano a mano. No rival Real Madrid, Ancelotti já deslocou Eduardo Camavinga e Federico Valverde às laterais, primeiro por necessidade, depois como alternativa tática.
Reflexo nas seleções
Se Militão mantiver a vaga até a Copa do Mundo, o Brasil se somará à França de Didier Deschamps, que utiliza Koundé na direita, e à Holanda, que coloca zagueiros na esquerda, como Aké e, mais recentemente, Micky Van de Ven. A Croácia leva a versatilidade de Josko Gvardiol para ambos os lados, e a Alemanha testou Nicklas Süle e Nico Schlotterback fora de suas posições centrais.
Impacto na convocação brasileira
Com o defensor do Real Madrid consolidado, Ancelotti pode reduzir o número de laterais-direitos na lista final para a Copa. Danilo, apontado pelo treinador como atleta capaz de atuar em qualquer posição da defesa, já está nos planos. Desde que assumiu o comando, o italiano chamou Wesley (Roma), Vanderson (Monaco), Paulo Henrique (Vasco) e Vitinho (Botafogo). Wesley e Vanderson largam na frente, embora o segundo enfrente problemas de lesão.
Resta saber se haverá duas vagas na função ou apenas uma entre os 23 convocados para o Mundial de 2026.


