Fontes apontam aumento de 7% a 10% nas licenças OEM devido à crise global de componentes. Fabricantes devem repassar custos, elevando em ao menos 5% o preço final de notebooks e desktops.
Em um cenário marcado pela crise mundial de componentes, a Microsoft anunciou um aumento nas tarifas de licenças do Windows 11, o que pode encarecer ainda mais os computadores disponíveis no mercado. As informações divulgadas pelo United Daily News indicam que a empresa pretende reajustar suas cobranças em 7% a 10% para as licenças OEM de seu sistema operacional.
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Com essa medida, as empresas do setor de tecnologia, responsáveis pela fabricação de PCs, serão obrigadas a repassar esses custos, resultando em um aumento de pelo menos 5% nos preços finais para os consumidores. Isso ocorre em um momento em que o acesso a componentes mais em conta já é uma dificuldade, impactando a produção de máquinas mais baratas.
O aumento no valor das licenças do Windows 11 está diretamente ligado às especificações das CPUs escolhidas por cada fabricante. A Microsoft justifica que quanto mais avançado e caro é o componente, maior é o valor que ela cobra pela licença do sistema operacional, o que pode desestimular ainda mais a aquisição de novos equipamentos.
O impacto dessa decisão da Microsoft deve acentuar a incerteza no mercado de PCs, especialmente entre aqueles que utilizam a modalidade OEM. Muitas empresas do setor já enfrentam dificuldades, com vendas em queda, e a expectativa é que essa situação se agrave se os preços continuarem a subir.
Fabricantes como Acer e ASUS já estão se preparando para aumentar os preços de seus produtos, com a ASUS, por exemplo, tendo reajustado os valores médios em até 30% no último ano. Essa tendência pode gerar uma revolta entre os consumidores, que se veem cada vez mais pressionados a pagar mais por equipamentos que, em muitos casos, já não são acessíveis.
Embora a Microsoft tenha um certo poder de mercado e muitos consumidores ainda optem por seus sistemas operacionais, a insatisfação pode aumentar, especialmente entre aqueles que consideram alternativas como o Linux. Contudo, em ambientes corporativos, essa opção é limitada devido à dependência de softwares específicos que requerem o Windows.
Com isso, o mercado de PCs se encontra em um momento delicado, onde o aumento de preços pode levar a um “ponto de quebra”, onde os consumidores simplesmente não terão condições de investir em novos produtos, gerando uma crise ainda maior para as fabricantes.





