O chefe e CEO da Red Bull Racing, Laurent Mekies, afirmou que o impacto de Max Verstappen na equipe vai muito além das atuações dentro do carro. Em entrevista concedida às vésperas da nova temporada da Fórmula 1, o francês elogiou a participação do tricampeão mundial em todas as áreas do projeto sediado em Milton Keynes.
Mekies, que assumiu o comando da escuderia no meio do ano passado no lugar de Christian Horner, atribuiu parte da recuperação técnica do time à colaboração próxima com o piloto holandês. “Max vive o automobilismo em cada detalhe. O que se vê na pista é evidente, mas internamente chama a atenção sua sensibilidade técnica e compreensão completa do esporte”, declarou o dirigente.
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Participação em decisões-chave
Segundo Mekies, Verstappen acompanha de perto cada escolha estratégica, seja em momentos de risco, contratempos ou alterações de regulamento. Para o chefe de equipe, essa postura será determinante na introdução das primeiras unidades de potência desenvolvidas internamente pela Red Bull para as regras que entram em vigor em 2026.
Novo companheiro de equipe
A temporada também marcará a estreia de Isack Hadjar, de 21 anos, como parceiro de Verstappen. Promovido após ano de estreia promissor na então Racing Bulls — estrutura anteriormente comandada por Mekies —, o francês tem impressionado nas primeiras semanas de trabalho. “Ele se mudou imediatamente para a Inglaterra, aparece na fábrica a cada dois dias e já retornou ao simulador entre os testes no Bahrein. Não deixa nada para trás”, relatou o dirigente.
Desafio contra rivais históricos
Apesar do desempenho e da confiabilidade acima do previsto das novas unidades de potência, Mekies acredita que a Red Bull iniciará a era técnica de 2026 atrás de Mercedes e Ferrari. “Mesmo partindo de uma base forte, enfrentamos gigantes com enorme experiência. Escalamos a primeira montanha, mas há outra adiante. Estamos prontos para lutar, ainda um pouco atrás das três principais concorrentes, mas daremos tudo para alcançá-las”, concluiu.


