Enquanto a seleção brasileira se prepara para enfrentar o Japão no mata-mata da Copa do Mundo, um jogador do Cuiabá acompanha o duelo com um motivo especial. Contratado pelo clube mato-grossense no mês passado, o atacante Marcos Júnior, de 33 anos, foi companheiro de Daizen Maeda no Yokohama Marinos e guarda boas lembranças do camisa 11 japonês, hoje um dos principais nomes da equipe asiática.
O reencontro, desta vez apenas pela televisão, acontece em um momento de retomada na carreira do atacante. Após sete temporadas no futebol japonês e quase nove meses sem disputar uma partida oficial, Marcos Júnior voltou ao Brasil para reforçar o Cuiabá e começa a ganhar espaço na equipe de Eduardo Barros. Utilizado nas três últimas rodadas da Série B, o jogador deu sinais de evolução ao participar diretamente do gol de empate diante do Londrina e tenta transformar a experiência acumulada na Ásia em confiança para a sequência da temporada.
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Na partida contra o time paranaense, Marcos Júnior finalizou para defesa do goleiro Maurício Kozlinski, e Vinicius Peixoto aproveitou o rebote para marcar o segundo gol do Cuiabá. A jogada representou a primeira participação decisiva do atacante desde o retorno ao futebol brasileiro.
“Fiquei sete anos fora e ainda estou me readaptando ao futebol brasileiro, mas tanto o grupo quanto a comissão técnica e a estrutura do clube vêm facilitando muito esse processo. Estou entrando aos poucos e me sinto melhor a cada dia. Esse jogo foi especial porque consegui ajudar de uma forma um pouco mais efetiva depois de tudo que passei. Vou trabalhar para contribuir ainda mais”, afirmou Marcos Júnior.
O período sem atuar, segundo Marcos Júnior, não foi provocado por uma lesão mais séria. Com o fim do contrato com o Sanfrecce Hiroshima, o atacante viveu meses de indefinição sobre o futuro antes de aceitar a proposta do Cuiabá.
“Acabei passando por uma lesão, mas não foi por isso que fiquei sem jogar, até porque não foi algo sério. Estava num impasse para saber qual seria o meu futuro, uma vez que o meu contrato no Japão havia se encerrado. Tive oportunidades interessantes para voltar ao Brasil, mas o Cuiabá foi o clube que me apresentou um projeto muito sólido e com boas aspirações”, afirmou.
O confronto entre Brasil e Japão na Copa do Mundo fez Marcos Júnior voltar alguns anos no tempo. Entre 2020 e 2021, o atacante dividiu o setor ofensivo do Yokohama Marinos com Daizen Maeda, que posteriormente se transferiu para o Celtic e se consolidou como um dos principais jogadores do futebol japonês. A evolução do antigo companheiro não surpreende o atacante do Cuiabá.
“Posso dizer que foi um dos melhores jogadores com quem atuei. Se movimenta muito, aproveita bem os espaços e é um grande ídolo no Japão. Todo cuidado é pouco com o time deles. É um dos melhores grupos dos últimos anos e vem mostrando isso na Copa. É um time extremamente paciente e resiliente”, destacou.
Você pode gostarPatrocinado · MGIDMesmo acompanhando com orgulho a trajetória dos antigos companheiros, Marcos Júnior garante que o coração tem um lado definido para o duelo da fase 16 avos da Copa do Mundo.
“Tenho um carinho enorme pelos companheiros e sou muito grato ao país e aos torcedores. Se fosse qualquer outra equipe, a torcida seria para eles. Mas, nesse caso, fico com o Brasil”, brincou.
Revelado pelo Fluminense e campeão brasileiro em 2012, Marcos Júnior desembarcou no Japão em 2019 sem saber exatamente o que encontraria. A adaptação, porém, foi imediata. Logo na primeira temporada, marcou 15 gols em 33 partidas e foi um dos protagonistas da campanha que encerrou um jejum de 15 anos do Yokohama Marinos na J1 League. No ano seguinte, voltou a se destacar com 13 gols em 37 jogos.
“Vivi uma fase mágica da minha carreira no Japão. Me transferi em 2019 sem saber o que encontraria e acabei ajudando na conquista do título da J-League, o que não acontecia havia 15 anos no Marinos. Fui campeão novamente em 2022 e sempre tive um carinho muito grande por parte da torcida”, completou.
Além do Campeonato Japonês, Marcos Júnior conquistou a Supercopa do Japão e a Copa da Liga Japonesa antes de encerrar o ciclo no Sanfrecce Hiroshima.


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