O Tribunal de Justiça de São Paulo sentenciou três integrantes da Mancha Alviverde pela invasão à Academia de Futebol do Palmeiras, ocorrida em agosto de 2024, na Barra Funda, zona oeste da capital.
A decisão, assinada pelo juiz Sérgio Ricardo Duarte, aponta que o grupo entrou no centro de treinamento sem autorização, aproveitando a abertura do portão destinada à saída de veículos. A invasão reuniu cerca de 20 torcedores e tinha como objetivo cobrar o elenco após a derrota por 2 a 0 para o Flamengo, nas oitavas de final da Copa do Brasil.
📖 Leia Também
Penas aplicadas
Jorge Luís Sampaio, presidente da torcida organizada na época, recebeu oito meses de detenção em regime semiaberto, agravados por antecedentes criminais. Já Felipe Mattos dos Santos e Thiago Amorim de Melo, então vice-presidentes da entidade, foram condenados a sete meses de prisão cada um.
Em todos os casos, o magistrado substituiu as penas por prestação de serviços à comunidade, a ser definida na fase de execução. A defesa ainda pode recorrer.
Elementos que sustentaram a condenação
Boletim de ocorrência, imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas, entre elas o diretor de futebol Anderson Barros, embasaram a decisão. O gerente operacional do CT, Richard Novais, relatou empurrões contra um segurança que tentou conter o grupo.


Imagem: Internet
Os três torcedores foram enquadrados por violação de domicílio qualificada pelo concurso de pessoas. Segundo a sentença, a ação foi coletiva e coordenada, o que aumentou a gravidade do crime. O juiz ressaltou que a eventual intenção de “conversar” com jogadores não afasta a ilegalidade da entrada em propriedade privada sem autorização.
A decisão ainda não transitou em julgado.
