Jack Sock questionou a ideia de que Carlos Alcaraz e Jannik Sinner mantenham uma relação de amizade tão próxima quanto a difundida pelo público. Durante participação no podcast Nothing Major Show, apresentado por ele e pelos ex-tenistas norte-americanos Sam Querrey, John Isner e Steve Johnson, o ex-número 8 do mundo afirmou que a narrativa em torno dos dois jovens é “exagerada” e impulsionada pelos torcedores.
“Os fãs adoravam a história de amizade entre Federer e Nadal. Com a aposentadoria deles, muita gente quer repetir isso com Alcaraz e Sinner. Qualquer interação mínima vira algo enorme”, disse Sock.
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Convivência cordial não garante amizade
O campeão do Masters 1000 de Paris de 2017 ressaltou que atos de cordialidade não significam laços profundos fora das quadras. “Dar a mão e sorrir não quer dizer que sejam grandes amigos. Talvez isso aconteça com o tempo, mas, no momento, tudo está sendo superestimado. Eles se dão bem, mas a proximidade pintada por aí é maior do que a realidade”, completou.
Dolgopolov compara dupla ao Big 3
Em caminho diferente, Alexandr Dolgopolov entrou no debate sobre o nível de jogo de Alcaraz e Sinner em relação a Novak Djokovic, Roger Federer e Rafael Nadal. Aposentado e rival do trio durante a carreira, o ucraniano escreveu nas redes sociais que o espanhol e o italiano podem alcançar picos comparáveis aos do Big 3, porém ainda não exibem a mesma constância.
“Nos melhores dias, Sinner e Alcaraz provavelmente igualam o nível do Big 3, mas, no geral, são menos sólidos”, avaliou Dolgopolov em publicação de 22 de novembro de 2025.
O ex-tenista também analisou a profundidade atual do circuito. Segundo ele, os jogadores posicionados entre o 3º e o 15º lugar do ranking estão mais fracos que na época de Federer, Nadal e Djokovic; entre o 15º e o 50º, vê equilíbrio; e do 50º ao 100º, considera os atletas de hoje mais fortes.


