O Itaú Unibanco reforçou sua presença no tênis mundial ao confirmar uma série de ações que passam pelo patrocínio do Miami Open, garantido até 2028, e pela realização de uma nova partida de exibição entre Carlos Alcaraz e João Fonseca, em dezembro, no Allianz Parque, em São Paulo.
A iniciativa faz parte do que o banco chama de “Efeito Fonseca” – crescimento de audiência, interesse de patrocinadores e maior visibilidade do esporte no Brasil desde a ascensão do carioca de 17 anos. O termo foi citado pelo CEO Milton Maluhy Filho durante o Masters 1000 de Miami, onde o executivo celebrou cinco décadas de investimentos da instituição no tênis.
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Nova exibição no Brasil
Fonseca e Alcaraz já se enfrentaram em dezembro de 2025, em Miami, num evento que também reuniu Amanda Anisimova e Jessica Pegula. A partida foi patrocinada pelo Itaú, que cedeu os direitos de transmissão à Globo. Seguindo o mesmo modelo, o reencontro dos dois tenistas está marcado para o fim deste ano no estádio do Palmeiras, novamente bancado pelo Itaú, com prioridade de compra de ingressos para clientes da instituição.
Patrocínio pessoal não está nos planos
Apesar da proximidade com o número 1 do Brasil – que carrega a marca XP na manga da camisa –, Maluhy afirmou que o banco não pretende, por ora, tornar-se patrocinador individual de Fonseca. “Queremos vê-lo no topo, independentemente de qual marca esteja no uniforme”, disse o executivo, acrescentando que a presença de mais empresas no circuito é positiva para o esporte.
Contrato de longa data em Miami
O Itaú apoia o Miami Open desde 2008 e, desde 2015, figura como patrocinador principal. O atual acordo, renovado em blocos de cinco anos, vale até 2028 e mantém a nomenclatura “Miami Open presented by Itaú”. Segundo Maluhy, trocar o nome do torneio para Itaú Open foi avaliado, mas a organização concluiu que a força da marca “Miami” deve ser preservada.
Critérios de investimento
Ao explicar por que o tênis é um dos pilares do marketing do banco, o CEO citou valores como planejamento de longo prazo, desempenho e ética. A instituição financia desde projetos sociais, como o Rede Tênis e o Instituto Guga Kuerten, até atletas de elite, casos de Bia Haddad Maia, Victoria Barros e o próprio Alcaraz. Novos patrocínios, frisou Maluhy, só são firmados quando há “alinhamento total” entre os valores do atleta ou evento e a estratégia do banco.


Imagem: Internet
A estratégia inclui ainda acordos de mídia com a Globo e a CazéTV, canais que ajudam a ampliar o alcance do tênis entre diferentes públicos, sobretudo jovens.
Com o calendário de exibições fechado e o vínculo em Miami assegurado, o Itaú pretende manter o ritmo de investimento sem alterações significativas, mesmo com a chegada de novos patrocinadores ao circuito brasileiro.

