Manifestantes confrontaram a delegação iraniana nos EUA, às vésperas da estreia na Copa. Os protestos ocorreram no hotel e no campo de treino, na cidade com maior comunidade iraniana fora do país.
A seleção do Irã chegou aos Estados Unidos neste domingo, véspera de sua estreia na Copa do Mundo, mas o clima de apoio que encontrou em Tijuana, no México, foi substituído por protestos em Los Angeles, cidade com a maior comunidade iraniana fora do país. As manifestações, que começaram ao longo da semana, se intensificaram durante a chegada da delegação ao local de treino.
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Os protestos ocorreram em dois momentos distintos. Primeiro, em frente ao hotel onde a equipe estava hospedada, no momento em que o ônibus dos jogadores chegava. Depois, durante o primeiro treino da seleção no Dignity Health Sports Park, estádio do LA Galaxy, os manifestantes se reuniram em protesto, embora o ônibus tenha saído por outro portão, evitando o contato direto com os protestantes.
“Vergoha de vocês”, “esta não é a seleção do Irã” e “IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica) é terrorista” foram algumas das frases gritadas por um grupo de cerca de 20 pessoas.
A polícia de Los Angeles foi mobilizada para garantir a segurança tanto no hotel quanto no centro de treinamento da seleção. A situação se tornou mais tensa quando um apoiador do governo iraniano chegou ao estádio com um megafone e uma bandeira do país, tentando competir com o barulho dos protestantes. Um dos manifestantes se aproximou e ficou cara a cara com o iraniano, levando os policiais a intervir para evitar um confronto.
“O clima de tensão política foi evidente na coletiva de imprensa obrigatória da FIFA, onde o técnico Amir Ghalenoei comentou sobre os desgastes enfrentados pela equipe devido às restrições impostas pelo governo americano”, destacou a imprensa.
A seleção do Irã fará sua estreia na Copa do Mundo nesta segunda-feira, enfrentando a Nova Zelândia às 22h (de Brasília), na abertura do Grupo G. Além disso, neste domingo, os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo de paz, conforme informações divulgadas por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão, com a notícia sendo replicada pela agência de notícias IRNA.



