No Beira-Rio, Inter ficou no 0 a 0 com o time misto do Atlético-MG e teve ataque inoperante. Aguirre salvou na linha, mas o empate amplia a crise e aumenta a pressão no comando técnico.
O Internacional ficou no 0 a 0 com o time misto do Atlético-MG, pela 24ª rodada do Brasileirão 2026, e o resultado reforçou a sensação de crise no Beira-Rio. A equipe gaúcha voltou a ter dificuldades ofensivas e viu a pressão sobre o técnico Paulo Pezzolano aumentar após mais um jogo sem soluções claras.
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O clima e o cenário em Porto Alegre
Quem acompanhou a partida sob os 10 ºC em Porto Alegre (com sensação térmica de 7 ºC) testemunhou um Inter sem alternativas. O empate só não terminou em derrota porque o goleiro Aguirre salvou em cima da linha depois de lance em que Minda driblou Mercado, Matheus Cunha e Bruno Henrique.
Pezzolano admitiu que deveria tirar mais do time, mas o rendimento dentro de campo não apresentou resposta imediata. O sistema ofensivo voltou a ser questionado: o ataque do Inter marcou apenas 24 gols em 24 partidas, números inferiores à maior parte da competição, ficando à frente apenas de Vitória, Vasco e Chapecoense, cada um com 23 gols.
A cobrança por entrega do elenco
Os jogadores precisam se entregar, ou nós vamos cair!
Na partida, a opção por Juninho como referência de ataque foi mais uma sinalização de improviso, sem efeito prático. Alerrandro, camisa 9, permaneceu no banco durante todo o jogo, enquanto Tonny Sanabria já foi anunciado e vestirá a camisa do Inter pela primeira vez no Gre-Nal da Copa do Brasil, na quinta-feira.
“Ah! Mas o grupo é ruim”
Você pode gostarPatrocinado · MGIDO texto também apontou críticas à montagem do elenco e à gestão do clube, citando o presidente Alessandro Barcellos e os responsáveis por decisões técnicas e executivas como fatores presentes nos problemas atuais. Mesmo reconhecendo alguma melhora no sistema defensivo, a análise apontou falta de equilíbrio e incapacidade de transformar o Beira-Rio em um mando intimidador: como mandante, o Inter conquistou apenas 14 dos 39 pontos disputados.
O time ainda não venceu no segundo semestre pelo Brasileirão: a última vitória ocorreu em 16 de maio, quando goleou o Vasco por 4 a 1. Desde então, o Inter somou quatro derrotas e quatro empates pelo campeonato. Com 25 pontos, o clube depende de resultados paralelos — precisa que Mirassol e Vasco, no máximo, empatem diante de Santos e Palmeiras neste domingo — para não entrar na zona de rebaixamento.
“Pedir desculpa, outra coisa não dá para falar”
A entrada de Niclas Eliasson foi registrada contra o Atlético-MG, enquanto a responsabilidade sobre a reação do time foi colocada em perspectiva: cabe agora ao treinador encontrar respostas rápidas, sob pena de ver a ameaça do rebaixamento se consolidar. O clássico e os compromissos na Copa do Brasil prometem aumentar a pressão e demandar decisões imediatas da comissão técnica.


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