Após seis rodadas do Campeonato Brasileiro de 2026, o Internacional soma apenas dois pontos em 18 possíveis, rendimento de 11,11%, e ocupa a 20ª colocação. A sequência sem vitórias expõe uma combinação de falhas estruturais, técnicas e financeiras que explicam o momento do clube.
1. Direção manteve elenco fragilizado
Mesmo depois de brigar contra o rebaixamento em 2025, a administração projetou terminar o atual Brasileirão em 10º lugar e preservou quase todo o grupo que escapou da queda. Das seis contratações realizadas, somente Paulinho se firmou entre os titulares. Félix Torres chegou para substituir Vitão, Ronaldo virou titular mesmo sem atuar desde outubro e Villagra, contratado para ser o camisa 5, quase não joga.
📖 Leia Também
2. Restrições financeiras
Sem patrocínio máster e ainda negociando com o Krasnodar para derrubar o transfer ban, o clube trabalha com orçamento curto. Mesmo que equacione as pendências, não estão previstas grandes movimentações no mercado, limitando as chances de reforçar o elenco.
3. Beira-Rio perde força
O público de 16.574 torcedores na derrota para o Bahia, em um domingo à tarde, ilustra a indiferença da torcida. O Inter perdeu os três jogos como mandante neste Brasileirão, esvaziando o antigo efeito de “casa hostil” aos adversários.
4. Decisões de Paulo Pezzolano
O treinador, elogiado internamente pela proposta de jogo, não tem encontrado o equilíbrio da equipe. Allex, titular na final do Gauchão, não voltou a atuar; Thiago Maia, autor de gol na vitória sobre o Ypiranga, não recebeu novas chances; Vitinho saiu do time após a confirmação de permanência; e Carbonero foi deslocado para a direita para acomodar Bernabei na esquerda.
5. Defesa vulnerável
As trocas de peças não resolveram a fragilidade. O lado esquerdo virou ponto de acesso dos rivais. No gol do Bahia, ninguém fechou o espaço, Victor Gabriel escorregou e Ronaldo ajeitou de calcanhar para Willian José marcar.


Imagem: Internet
6. Queda de rendimento de Alan Patrick
Principal referência técnica do elenco, o camisa 10 perdeu influência ofensiva. Com dificuldade para criar e sem aproveitar a bola parada, foi vaiado ao ser substituído por Alerrandro no último domingo.
7. Ataque inoperante
Com apenas três gols em seis partidas, o Colorado tem o pior ataque da competição. Além da má fase de Alan Patrick, a equipe desperdiça as poucas chances que cria – caso da finalização perdida por Alerrandro diante do Bahia. Sem marcar e quase sempre vazado, o time acumula derrotas.
O cenário pressiona direção, comissão técnica e elenco, enquanto a torcida aumenta os protestos contra o presidente Alessandro Barcellos. O clube tenta reagir já na próxima rodada para deixar a lanterna e amenizar a crise.

