A Federação Inglesa de Futebol (FA) está avaliando a possibilidade de entrar com um recurso na FIFA contra a expulsão do zagueiro Jarrell Quansah. A expulsão ocorreu durante a vitória da seleção inglesa por 3 a 2 sobre o México, nas oitavas de final da Copa do Mundo. Diversos veículos de comunicação britânicos confirmam a informação.
A liberação do atacante Folarin Balogun, que atuou pela seleção dos Estados Unidos e teve sua expulsão anulada pela FIFA, reacende as esperanças da FA em que Quansah também possa ser liberado para o próximo confronto contra a Noruega, nas quartas de final.
📖 Leia Também
“Onde isso vai parar?”, questionou o técnico da seleção inglesa, Thomas Tuchel, após o jogo contra o México, ao criticar a severidade da expulsão de Quansah, que foi decidida após consulta ao VAR.
A expulsão de Balogun foi controversa, e sua anulação resultou em críticas de várias partes, incluindo a Federação Belga de Futebol, que teve seu apelo negado pela FIFA. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou a decisão da FIFA e afirmou ter contatado o presidente da entidade, Gianni Infantino, pedindo a anulação da suspensão do jogador.
A situação se tornou um ponto de tensão, com a UEFA e outras entidades esportivas expressando descontentamento. A Federação Francesa de Futebol, por exemplo, já manifestou interesse em anular o cartão amarelo recebido por Michael Olise na partida contra o Paraguai.
Entretanto, o regulamento da Copa do Mundo impõe limitações rigorosas para recursos contra decisões de arbitragem. O artigo 9.6 do regulamento estipula que não são admitidos protestos contra as decisões do árbitro referentes a fatos do jogo. Tais decisões são consideradas definitivas e não estão sujeitas a recurso, exceto em situações específicas previstas no Código Disciplinar da FIFA.
Além disso, o artigo 9.7 adverte que federações nacionais que tentarem reverter decisões de arbitragem podem enfrentar punições. “Caso seja apresentado um protesto infundado ou irresponsável, o Comitê Disciplinar da FIFA poderá impor medidas disciplinares contra a Associação Membro Participante em causa”, destaca o regulamento.



