Em carta nas redes sociais, Gianni Infantino respondeu às críticas ao Mundial e defendeu o papel integrador do torneio. Ele afirmou que 'futebol não é política, é união' e atacou opositores da organização.
Campinas, SP, 27 – O presidente da Fifa, Gianni Infantino, decidiu responder às críticas que cercaram a Copa do Mundo com uma defesa contundente do torneio, enviando uma mensagem direta aos seus opositores. Em uma carta divulgada nas redes sociais, o dirigente enfatizou que o futebol deve atuar como ponto de encontro entre diferentes povos, resumindo sua posição com a frase: “Futebol não é política, é união.”
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A manifestação ocorreu após um Mundial que foi palco de questionamentos sobre a organização da competição, realizada em países como Estados Unidos, Canadá e México. Infantino acusou os críticos de estarem mais preocupados em atacar a entidade do que em reconhecer o impacto positivo do torneio para milhões de torcedores ao redor do mundo.
“A todos vocês que deixaram de ver crianças, bebês, avós e pais se reunirem em torno desse belo esporte, peço desculpas por os jogos já terem acabado e por vocês terem perdido toda essa alegria e união,”
escreveu o presidente da Fifa, reforçando a importância do evento na promoção da união entre os povos.
No entanto, em outro trecho, Infantino endureceu o tom, afirmando que parte das críticas foi motivada por informações falsas. Ele declarou: “Aos que, por trás de suas canetas e papéis, ou atrás de suas telas, espalham ódio e rumores falsos, quero dizer que, enquanto vocês permanecem aí, nós, na Fifa, estamos na linha de frente organizando, trabalhando arduamente e entregando o maior espetáculo do mundo.”
O dirigente também destacou a presença de seleções de países que enfrentam conflitos ou crises, utilizando esses exemplos para reforçar a ideia de que o futebol pode unir sociedades divididas. Na visão de Infantino, a participação dessas equipes demonstrou que o esporte pode ultrapassar barreiras políticas e diplomáticas.
A declaração ocorre em meio a críticas relacionadas às restrições de entrada nos Estados Unidos, que afetaram torcedores e profissionais ligados ao torneio. Um exemplo citado foi o do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que foi impedido de entrar no país, apesar de possuir um visto válido.
“O Irã entrou nos Estados Unidos sem qualquer incidente ou conflito. A seleção iraniana recebeu vistos para entrar porque o futebol é sobre paz. Não é sobre política,”
afirmou Infantino, defendendo a atuação da Fifa. O presidente também abordou questões disciplinares que surgiram durante a competição. Embora não tenha mencionado diretamente o caso de Folarin Balogun, Infantino fez referência a decisões de arbitragem que provocaram questionamentos e críticas durante o torneio.
O atacante dos Estados Unidos havia recebido um cartão vermelho e, inicialmente, seria suspenso automaticamente. No entanto, a punição foi revogada antes da partida seguinte da seleção americana, após uma intervenção que gerou desconfiança sobre possíveis influências políticas na entidade. Infantino argumentou que decisões controversas são comuns no futebol e que a Fifa opera em um cenário muito mais amplo e complexo.
Ao defender o saldo da Copa, o presidente da Fifa enfatizou que o torneio transcorreu com segurança e destacou a participação de torcedores de diferentes nacionalidades. Segundo ele, o Mundial foi marcado por “alegria e felicidade.”

