A Aston Martin soma apenas um ponto em sete corridas na F1 2025. O presidente da Honda Racing, Koji Watanabe, revelou os bastidores do início frustrante da parceria.
Após sete corridas na atual temporada, a Aston Martin, equipada com motores Honda, obteve apenas um ponto na Fórmula 1, desempenho muito aquém do esperado. Em entrevista ao site oficial da categoria, Koji Watanabe, presidente da Honda Racing Corporation (HRC), comentou sobre os desafios enfrentados pela equipe.
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Antes de se unir à Aston Martin, a Honda teve uma parceria bem-sucedida com a Red Bull, que foi encerrada no ano passado. Segundo Watanabe, dois fatores principais explicam o início complicado da atual temporada: a mudança de regulamento e a recente decisão de continuar na F1, após anunciar a saída da categoria.
“É importante reconhecer que a situação atual é fundamentalmente diferente do momento em que trabalhamos juntos com a Red Bull. O regulamento é bastante difícil, é uma nova parceria com a Aston Martin, o combustível é Aramco, uma nova parceira, e o lubrificante é Valvoline, nova. Então tudo é novo para nós, não é fácil”, disse Watanabe.
Em 2021, a Honda havia anunciado sua saída da Fórmula 1 ao fim daquela temporada, mas decidiu permanecer, o que resultou na realocação da maior parte de sua equipe. Watanabe destacou que essa mudança exigiu tempo para reajustar as operações da fornecedora, o que impactou no desempenho inicial.
“A recuperação do atraso causado pela nossa desistência prévia nos custou tempo. O começo tardio de desenvolvimento, além do tempo necessário para reconstruir as capacidades e competências necessárias e trazer de volta o talento necessário, foram fatores significativos”, acrescentou o presidente da HRC.
A Aston Martin iniciou a temporada com grandes expectativas, impulsionadas pela parceria com a Honda e pelo investimento em infraestrutura e pessoal, incluindo o renomado projetista Adrian Newey. No entanto, os problemas começaram na pré-temporada, com falta de peças e quebras constantes. Os pilotos Fernando Alonso e Lance Stroll enfrentaram desafios com vibrações no motor, que só foram resolvidos no GP de Miami.
O carro AMR26 também apresentou limitações em chassi e aerodinâmica, resultando em um desempenho abaixo do esperado, especialmente em Mônaco. Apesar de Fernando Alonso conseguir pontuar em uma corrida marcada por abandonos e punições, a equipe ainda luta para se recuperar.
Com a introdução do sistema de auxílio a motores deficitários, conhecido como ADUO, a Honda terá a oportunidade de desenvolver seus motores ao longo da temporada, com mais tempo para testes e atualizações. Contudo, Watanabe acredita que as melhorias não trarão resultados imediatos.
“Não vai mudar dramaticamente a situação de um dia para o outro, então a nossa abordagem não muda, e vamos continuar trabalhando com uma perspectiva de longo prazo”, afirmou.
Apesar da insatisfação atual com o desempenho, Watanabe enfatizou que o trabalho deve ser avaliado em um horizonte de médio a longo prazo, e que a Honda continua a apoiar a Aston Martin neste processo.



