Na madrugada entre sexta e sábado, sergipanos foram surpreendidos por alertas inusitados no celular. Um ataque hacker ao sistema da Defesa Civil enviou mensagens com a palavra 'misantropia' a moradores da região.
Um episódio inusitado marcou a semana passada durante a Copa do Mundo, quando um ataque de hackers no sistema de alertas da Defesa Civil gerou alarmes com a palavra “misantropia” na madrugada de sexta-feira, 19, para sábado, 20. A definição de misantropia é “ódio pela humanidade, falta de sociabilidade, melancolia, depressão, tristeza”, e remete ao personagem Alceste, da comédia de Molière. Alceste rejeita convenções que considera hipócritas, afastando-se de todos, exceto da coquete Célimène, que desafia suas certezas.
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A Copa do Mundo, além de ser uma série de partidas, se torna um reflexo das dores e amores do mundo. Neste contexto, a França, com estrelas como Mbappé e Olise, se prepara para enfrentar o Iraque hoje, 22 de junho. A seleção francesa, campeã em 2018 e vice em 2022, consolidou-se como uma das melhores do futebol mundial, tendo também vencido em 1998 ao derrotar o Brasil na final.
No entanto, a história da seleção francesa não é marcada apenas por triunfos. Em 2010, o treinador Raymond Domenech esteve no centro de um dos piores episódios da equipe, sendo chamado de misantropo em diversas ocasiões. Domenech, que chegou a convocar jogadores baseado em mapas astrais, ficou famoso por um motim liderado por Nicolas Anelka, que foi expulso após uma discussão com o treinador. Em solidariedade a Anelka, os jogadores se negaram a treinar, gerando uma crise interna que culminou em críticas até do presidente Nicolas Sarkozy.
A seleção francesa enfrentou uma sequência desastrosa em 2010, com derrotas para o México e África do Sul, além de um empate com o Uruguai, em um episódio que ficou conhecido como “A Greve da Seleção da França”, tema de um documentário disponível na Netflix. Essa misantropia de Domenech, marcada por arrogância e egoísmo, serve como um alerta sobre a importância da liderança e do relacionamento entre técnicos e jogadores.
Atualmente, Didier Deschamps, sucessor de Domenech, é visto como um treinador que aprendeu com os erros do passado. Desde que assumiu em 2012, ele tem sido cauteloso em suas interações com os jogadores. Conhecido por sua abordagem pragmática, Deschamps evita conflitos e é tratado com respeito por seus feitos, sendo considerado uma figura respeitável no futebol.
A FIFA descreve Deschamps como alguém que vive no presente, ao contrário dos nostálgicos que olham para o passado. Sua trajetória à frente da seleção francesa é um exemplo de como a liderança pode moldar o desempenho de uma equipe em competições de alto nível.

