Os Guri na Copa repetem a dose: após o Catar em 2022, os catarinenses embarcam para os EUA com a missão de representar Santa Catarina no Mundial.
Santa Catarina será mais uma vez representada na Copa do Mundo. Um grupo de torcedores, conhecido como Os Guri na Copa, levará com orgulho a bandeira do Caravaggio no torneio que acontece nos Estados Unidos. Após acompanhar a Copa do Catar em 2022, eles estão prontos para a segunda experiência mundialista.
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A ideia do grupo teve início com Wagner Ghislandi, que participou da Copa da Rússia em 2018 ao lado de um cunhado. Ao retornar a Nova Veneza, ele compartilhou com amigos suas impressões da competição, o que gerou o entusiasmo e a decisão de formar um grupo para vivenciar a Copa juntos.
“A gente se organizou, eles toparam e a gente já foi em um grupo de oito pessoas. Formou esse grupo, que é Os Guri na Copa. Os Guri porque é ali do Sul, né? O pessoal fica muito curioso, como a gente mora numa cidade pequena também. A gente vai postando como é que é a hospedagem, como são os jogos, o clima, o que a gente faz no dia que não tem jogo do Brasil. Acompanhar as Fan Fests também. É viver a Copa do Mundo”, comentou Wagner.
Os Guri na Copa acompanharão toda a primeira fase da Seleção Brasileira em Nova Jersey. Embora a expectativa fosse de uma estadia mais longa, os altos preços dos ingressos, que aumentaram mais de 900% em comparação ao Catar, limitaram os planos do grupo.
“A gente chegou a pagar, no Catar, no jogo do Brasil, R$ 300. A gente fez todos os cadastros da Fifa. Conseguimos comprar alguns ingressos, conseguimos revender e aí a gente acabou fazendo como se fosse uma poupança. Dos ingressos que a gente vendeu, mesmo pagando 1.000 dólares, 1.500 dólares, a gente conseguiu revender alguns e acabou não sendo tão caro. Agora faltam os dois ingressos ali para o último jogo, então está na faixa de 2.000 dólares, a gente está buscando algo mais barato”, explicou Wagner.
Os planos não param por aí. Independentemente do resultado no torneio atual, Os Guri já têm como objetivo participar do próximo Mundial, que ocorrerá em 2030. O planejamento, segundo o grupo, é fundamental para garantir a participação.
“Então, quem quer ir na Copa não dá para ir um mês antes. Já tem que começar a se organizar financeiramente, organizar o seu trabalho, o tempo que vai ficar fora, a família também. Ficar, às vezes, 20, 30 dias longe dos filhos, da esposa, é preciso uma organização. Mas é bem viável. Quem gosta de futebol merece viver uma Copa do Mundo presencialmente”, finalizou Wagner.



