Fernando Diniz, técnico do Vasco da Gama, foi flagrado pelas câmaras de transmissão dando uma bronca em voz alta nos jogadores logo após o gol de empate do Mirassol, partida que terminou 2 a 1 para o time paulista, na primeira rodada do Campeonato Brasileiro de 2026.
O treinador gritou frases como “Você não fez nada mesmo. Nada! É para você fazer, é para você jogar. Não quer ganhar essa merda desse jogo?”, direcionando a cobrança principalmente a Nuno Moreira e Rojas, e exigindo a participação de Philippe Coutinho.
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As imagens se espalharam rapidamente nas redes sociais e geraram discussão sobre a forma de cobrança adotada por Diniz. O comentarista esportivo Milton Neves, em coluna publicada nesta terça-feira (30), afirmou que o comandante vascaíno expôs seus atletas ao constrangimento, ressaltando que broncas históricas de outros técnicos costumavam ocorrer longe das câmaras.
Neves comparou o episódio a reprimendas de treinadores como Vanderlei Luxemburgo, Luiz Felipe Scolari e Mário Sérgio nos anos 1990, mas destacou que, à época, tais situações ficavam restritas ao vestiário. Segundo o colunista, a exposição pública pode desgastar a relação de Diniz com o elenco e afetar até familiares dos atletas que assistem às transmissões.
Na avaliação do jornalista, Diniz, considerado “treinador de nível europeu”, precisa moderar o tom quando as câmaras estão abertas. Ele citou a frase do filósofo Mário Sérgio Cortella — “Elogie em público e corrija em particular” — como possível orientação para o técnico cruz-maltino.
O episódio ocorre pouco tempo depois de outras broncas públicas do treinador, como a que ganhou notoriedade no São Paulo em 2020, quando chamou Tchê Tchê de “mascaradinho”.
O Vasco volta a campo pela segunda rodada do Brasileirão no próximo fim de semana, enquanto o debate sobre os limites das cobranças em público segue repercutindo entre torcedores e profissionais do futebol.

