O Grêmio ocupa a nona posição no Brasileiro A1 Feminino com 19 pontos e precisa avançar ao G-8. O clube aposta em mudanças internas para transformar evolução em resultados.
Em meio à disputa por uma vaga no G-8 do Campeonato Brasileiro Feminino, o Grêmio está focado em uma reorganização interna e na implementação de novos processos, com o objetivo de sustentar o crescimento do futebol feminino e converter a evolução em resultados concretos.
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Atualmente, o Grêmio ocupa a nona colocação no Campeonato Brasileiro A1, contabilizando 19 pontos. A equipe, que vem de um empate com o Juventude na última rodada, busca a classificação para a próxima fase, sabendo que precisa terminar entre os oito primeiros colocados.
Na última partida antes da pausa para a Copa do Mundo, a equipe foi eliminada pelo Internacional na quinta fase da Copa do Brasil, nos pênaltis. Apesar da eliminação, a executiva do futebol feminino, Bárbara Fonseca, acredita que o primeiro semestre do time deixou sinais de evolução. Ela destaca que a avaliação interna é positiva, especialmente pelo desenvolvimento da equipe ao longo da temporada.
“Vemos claramente uma curva de crescimento. Claro que não queríamos a eliminação, mas saímos com a sensação de evolução técnica e de construção. Sei que o torcedor sentiu muito, a gente sentiu também, mas ter um pouco de paciência”, ressaltou Bárbara.
A dirigente também comentou sobre o ambiente em que encontrou o departamento, que passou por mudanças na coordenação e na equipe técnica no início da temporada. Em março, o técnico Cyro Leães foi desligado, e Jéssica de Lima assumiu o comando da equipe. A escolha por uma treinadora com experiência no futebol feminino, segundo a executiva, já tem mostrado resultados positivos.
“Muitas jogadoras não tiveram formação de base adequada e chegam ao profissional com deficiências. A treinadora precisa ajudar nesse entendimento do jogo, na tomada de decisão, e também no desenvolvimento humano e emocional”, explicou.
Entretanto, o Grêmio ainda enfrenta desafios em relação à estrutura e à relação com a torcida. A equipe manda seus jogos em Porto Alegre, priorizando a proximidade com o público, apesar das limitações estruturais. O estádio utilizado é o Passo D’Areia, do São José, que possui gramado sintético e já recebeu críticas quanto à sua estrutura.
Na segunda rodada do Brasileirão, durante a estreia do Grêmio no local, a atacante Bia Zaneratto, do Palmeiras, reclamou das condições dos vestiários. Bárbara Fonseca reconhece que a estrutura ainda não é ideal, mas enfatiza a importância de estar perto da torcida nesse momento.
“Sabemos que a estrutura ainda não é ideal, mas entendemos que é importante estar perto da nossa torcida nesse momento. O futebol feminino está em crescimento e essa conexão é fundamental para aumentar o engajamento”, analisou.
Além disso, a goleira Lucilene sofreu uma torção no tornozelo durante um jogo contra o Corinthians, e uma falha no gramado foi identificada como um fator contribuinte para o incidente. A executiva finalizou dizendo que sempre busca alternativas para não sair de Porto Alegre, respeitando o orçamento estratégico, mas reconhece as dificuldades estruturais.
O foco para a sequência da temporada será melhorar o desempenho ofensivo e garantir a classificação no Brasileirão. A equipe se reapresentará nesta quarta-feira, com a expectativa de que a retomada das competições seja uma oportunidade de evolução, através de ajustes táticos e reforço no trabalho diário. Bárbara concluiu pedindo paciência ao torcedor e enfatizando a meta de construir uma equipe com identidade que traga alegrias.
O Grêmio voltará a campo no dia 24 de julho, enfrentando o Flamengo no estádio Luso-Brasileiro, em partida válida pela 13ª rodada do Brasileirão feminino A1.



