Gabriel Jesus, atacante do Arsenal, descreveu em carta aberta ao The Players’ Tribune os desafios enfrentados durante a recuperação da ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, sofrida em janeiro. O brasileiro voltou a atuar apenas em dezembro, entrando em campo como reserva nas vitórias sobre o Club Brugge, pela Liga dos Campeões, e contra o Wolverhampton, pela Premier League.
O jogador contou ter recebido a previsão de um ano afastado e afirmou ter passado “300 dias ruins seguidos”. “Quando o médico disse que eu ficaria fora por 12 meses, desmoronei mentalmente”, escreveu.
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Rotina limitada ao sofá
Nos primeiros meses após a cirurgia, Gabriel relatou que vivia praticamente no sofá de casa, alternando sessões de fisioterapia com refeições e cochilos. Ele acompanhava os jogos do Arsenal pela televisão e se sentia “indefeso” ao não poder ajudar o time. “Toda vez que perdíamos uma chance de gol, eu jogava as almofadas no chão”, relatou.
Apoio da família
O atacante destacou o papel da esposa, Raiane, da filha Helena e da expectativa pela chegada do segundo filho, Daniel, para mantê-lo motivado durante a recuperação. Segundo ele, a lesão acabou permitindo que acompanhasse mais de perto a gestação do caçula.
Complicação no parto
Gabriel Jesus também revelou um episódio traumático durante o nascimento de Helena. O parto ocorreu na Inglaterra, longe da família de Raiane e em meio à barreira do idioma. Houve uma hemorragia grave, o que, segundo o atacante, tornou o momento “assustador”. Ele contou ter segurado a filha por apenas um dia antes de viajar para se apresentar à seleção brasileira.
Planos de carreira
Consolidado novamente no Arsenal, o ex-Palmeiras afirmou que ainda sonha em voltar ao clube paulista, mas não no curto prazo. Questionado sobre possíveis transferências, disse ter “assuntos inacabados” em Londres e pretende recuperar a melhor forma para seguir na disputa por vaga na Copa do Mundo.


