A força-tarefa responsável pelo inquérito que investiga suspeitas de desvios de recursos no São Paulo Futebol Clube passou a manhã desta sexta-feira reunida na capital paulista.
Participaram do encontro os promotores José Reinaldo Carneiro e Tomás Ramadan, o delegado que conduz o caso, Tiago Correia, além de agentes da Polícia Civil. O presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Ricardo Saadi, também esteve presente, ofereceu colaboração e colocou o órgão à disposição para aprofundar as apurações.
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Durante a reunião, os investigadores revisaram as provas já reunidas e definiram os próximos passos. O processo segue em sigilo judicial, e nem a Polícia Civil nem o Ministério Público divulgaram detalhes sobre o conteúdo ou o andamento das investigações.
Frentes de investigação
Relatórios do Coaf, revelados em 6 de janeiro, apontam que o presidente do clube, Julio Casares, recebeu R$ 1,5 milhão em espécie, por meio de depósitos fracionados em sua conta bancária. Esse fluxo de dinheiro é uma das linhas de apuração.
Os investigadores também analisam o saque de R$ 11 milhões em dinheiro das contas do São Paulo, o aumento de patrimônio de dirigentes sem respaldo em suas rendas e a suposta venda clandestina de um camarote no estádio Morumbis.
Inquérito civil paralelo
Além do inquérito criminal, o clube é alvo de investigação civil por possível desvio de verbas e gestão temerária. Mais de 25 pessoas já foram convocadas para depor, entre elas o próprio Julio Casares, o CEO Marcio Carlomagno e o coordenador técnico Muricy Ramalho, além de nomes externos ao clube.
Votação de impeachment
Em meio à pressão interna, o Conselho Deliberativo do São Paulo vota nesta sexta-feira, a partir das 18h30, o pedido de impeachment de Julio Casares. O pleito aceitará votos presenciais e on-line e será encerrado às 22h30.
Para que o presidente seja afastado, é necessário que pelo menos 75% do colegiado — o equivalente a 191 conselheiros — participe da votação, e que 171 deles se posicionem a favor do impeachment.
As investigações seguem sob sigilo, e novas diligências devem ser definidas nas próximas semanas.


