A diretoria do Flamengo apresentou ao Conselho Deliberativo, nesta quarta-feira (17), novos estudos sobre a construção do estádio no terreno do Gasômetro, na região central do Rio de Janeiro. O cronograma aponta conclusão apenas em 2036 e uma redução de capacidade para 72 mil torcedores.
Os levantamentos foram elaborados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pela consultoria Arena, contratadas pelo clube. De acordo com o relatório, o investimento previsto varia de R$ 2,2 bilhões a R$ 3,1 bilhões, a depender do modelo de financiamento e da disponibilidade de recursos próprios.
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Alterações no projeto
O estudo atual modifica a proposta elaborada na gestão anterior, comandada por Rodolfo Landim, que estimava R$ 1,9 bilhão para uma arena de aproximadamente 80 mil lugares entregue em 2029. Ao assumir, o presidente Luiz Eduardo Baptista (Bap) solicitou novas análises e passou a trabalhar com valor próximo de R$ 3 bilhões, pedindo à prefeitura a revisão de prazos.
Para reduzir custos, a diretoria retirou do plano um telão em formato gigante, medida que economizaria cerca de R$ 200 milhões. Obrigações de obras no entorno, negociadas com a prefeitura, também foram revistas. Com isso, a capacidade caiu em seis mil assentos, chegando aos atuais 72 mil lugares projetados.
Desafios do terreno
O Flamengo ainda precisa desocupar a área do Gasômetro, parte dela ocupada pela Naturgy, distribuidora de gás do Rio de Janeiro. A prefeitura se comprometeu a arcar com despesas dessa transferência. Em seguida, será necessário um processo de descontaminação estimado entre 18 e 24 meses.
Só após a liberação total do terreno o clube poderá encaminhar o projeto definitivo à prefeitura e iniciar a construção. Mesmo sem imprevistos, a conclusão do estádio é estimada para, no mínimo, 2036.


