Recife, PE – Dezessete anos depois de trocar o Sport pelo Internacional, o técnico Alexandre Gallo ainda classifica a decisão como o maior arrependimento da carreira. Em entrevista, o treinador lembrou que, mesmo após conquistar o Campeonato Pernambucano de 2007 com o Leão, aceitou o convite do Colorado, então campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes.
Gallo permaneceu apenas cinco meses na Ilha do Retiro. Nesse período, comandou o Sport em 23 partidas, somando 18 vitórias, quatro empates e uma derrota, alcançando aproveitamento de 84%. O bom desempenho, porém, não impediu a ruptura com a torcida rubro-negra, que não perdoou a saída repentina.
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“Foi o grande arrependimento que tive como treinador”, afirmou. Ele ressaltou que nunca voltou a dirigir o clube por causa da mágoa dos torcedores: “Sei que tenho o maior índice de aproveitamento no Sport, mas não consegui retornar. Cada vez que apareço, percebo que o pessoal ficou magoado e não entendeu minha decisão.”
Proposta irrecusável
Segundo o técnico, a magnitude do Internacional pesou na escolha. “Na época parecia compreensível sair, pois o Inter era o atual campeão mundial. Estrategicamente não foi bom para mim; com a cabeça de hoje, não faria”, admitiu. Ainda assim, Gallo conquistou a Recopa Sul-Americana com o clube gaúcho.
Montagem histórica do elenco
Mesmo com passagem curta, Gallo ajudou a formar uma equipe que entrou para a história do Sport. Chegaram nomes como César Lucena, Dutra, Luciano Henrique, Weldon e Vitor Júnior. “Só ficaram Durval, Magrão, o lateral Osmar e o volante Everton. O restante praticamente veio comigo”, recordou.
Trajetória após o Sport
Depois da experiência em 2007, o treinador comandou outros times pernambucanos: três passagens pelo Náutico e uma pelo Santa Cruz, em 2021, encerrada após 12 dias e três jogos. Fora dos gramados, trabalhou como coordenador técnico do Santos em 2023 e assumiu o cargo de CEO da SAF do Botafogo-PB neste ano.
Apesar das conquistas posteriores, Alexandre Gallo mantém a convicção de que a saída do Sport foi um passo precipitado que ainda repercute na relação com a torcida rubro-negra.

