No Maracanã, o jogo acabou 0 a 0 e o Estudiantes venceu por 3 a 2 nos pênaltis diante de 72 mil torcedores. Postura cautelosa do Flamengo, escolhas táticas e falhas individuais explicam a queda.
O Flamengo foi eliminado da CONMEBOL Libertadores após empate por 0 a 0 no tempo normal e derrota por 3 a 2 nas cobranças de pênalti contra o Estudiantes, em confronto decidido no Maracanã diante de 72 mil pessoas. A eliminação deixou o clube fora da competição de forma invicta, mas abriu questionamentos sobre postura, opções táticas e decisões individuais que marcaram os 180 minutos do confronto.
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Um dos pontos centrais foi a postura nos dois jogos. Na Argentina o Flamengo não criou chances de gol; no Maracanã, enquanto esteve com onze em campo, foram apenas duas oportunidades claras: aos 23 minutos, finalização de Royal bloqueada na pequena área, e aos 32, chute cruzado de Pedro que passou ao lado de Muslera. A opção por uma postura mais conservadora como visitante teve lógica na aposta no fator casa, mas no jogo decisivo a paciência substituiu o senso de urgência.
“Em 180 minutos, o Flamengo teve poucas chances de gol”
Outra explicação apontada foi a prioridade dividida entre competições. O Estudiantes poupou a equipe no fim de semana anterior e perdeu por 2 a 1 para o San Lorenzo no Campeonato Argentino; já o Flamengo foi a campo com força máxima e venceu o Bahia por 3 a 0 na Fonte Nova. O desgaste físico e a rotação de elenco favoreceram os argentinos no segundo jogo, mesmo com a expulsão de Rodríguez no início do segundo tempo.
Alterações na escalação também influenciaram o desempenho. No duelo contra o Bahia, Carrascal atuou como armador e Plata pelo lado direito. Para a semifinal, o técnico optou por recolocar Paquetá na vaga de Arrascaeta. O camisa 11 teve atuação criticada no primeiro tempo, mas cresceu na etapa final após a saída de Pulgar, participando de jogadas que geraram perigo: um ótimo lançamento para Plata em cabeceio aos 36 minutos do segundo tempo e uma cabeçada que acertou a trave aos 41.
As substituições e o momento de sua realização foram outro ponto de discussão. Rodríguez foi expulso aos quatro minutos do segundo tempo; Arrascaeta só entrou aos 18, e outras alterações relevantes — Bruno Henrique, Plata e Ayrton Lucas — ocorreram somente aos 35 minutos. A primeira modificação após a expulsão foi tirar Carrascal, e a equipe só passou a criar mais chances depois das trocas tardias; Freitas entrou aos 42 minutos.
“Leonardo Jardim foi mal na semi, Flamengo foi muito incompetente”
Nos pênaltis, apenas Arrascaeta e Léo Pereira converteram para o Flamengo. O primeiro erro veio com Jorginho, cujo estilo de cobrança descrito passou em branco na hora decisiva: o volante bateu na mesma direção que o deslocamento de Muslera e teve a cobrança defendida. A sequência de falhas seguintes deixou o time abatido, com jogadores visivelmente atingidos pelo resultado.
“Frustração grande e decepção”
Esses elementos — postura tática, cansaço físico, mudanças de escalação, escolhas de substituições e nervosismo nas cobranças — foram apontados como os cinco motivos que ajudam a explicar a eliminação do Flamengo na Libertadores.
Notícia publicada em 23/10/2026.
Com informações do ge

